sexta-feira, 30 de novembro de 2018

INTERIOR OU CAPITAL?

Olá, pessoal. Tudo joia?
Ser deficiente tem muitas desvantagens, mas dependendo de onde você mora, as desvantagens podem ser ainda maiores. Mas também, o que é ou não desvantagem é muito relativo.
Por exemplo, o que para muitos é uma desvantagem no interior, para mim não é, e vice-versa. É assim, tudo na vida tem dois lados.
Vou listar aqui alguns desafios de morar no interior ou na capital, e também demonstrarei as delícias dos dois locais, claro, de acordo com a minha visão.

Interior
O principal desafio para mim, principalmente, é não ter outras pessoas com a mesma deficiência para conversar, dividir problemas e coisas boas. Até porque, as pessoas sem deficiência, por mais que se esforcem, não conseguem se colocar em nosso lugar, não conseguem nos compreender.
Outro desafio é o modo de pensar das pessoas. Elas até são suas amigas, mas com alguma distância, alguma reserva. Talvez por não saber lidar, talvez por razões que desconheço, o fato é que a amizade das pessoas é distante. Te ajudam e tal, mas se não tem uma convivência intensa contigo, tipo desde criança, dificilmente se tornam amigos próximos.
E se as relações de amizade já são difíceis, imagina as amorosas? pior ainda. Quase inexistentes eu diria. Claro que há casos e casos, mas na sua maioria, as pessoas com deficiências severas são tratadas como "intocáveis".
E por último, mas não é a última coisa, é a distância das associações, da cultura e dos locais de reabilitação, que para alguns, dificulta o aprendizado de coisas simples, como cozinhar, andar na rua ou participar de atividades e confraternizações culturais adaptadas.
Quanto ás vantagens, na minha opinião são por exemplo, a facilidade de se locomover pelos locais, já que parte dos locais são bem perto. E quando não são, sempre tem alguém pra se oferecer a te levar de um local pra outro, sem reclamar.
Outra vantagem é ser conhecido de todos, isso facilita se algo acontecer conosco, perguntam da sua família, e muitas outras coisas legais que tem em ser conhecido na sua cidade.
Estudar também é mais fácil no interior, já que você sempre tem um conhecido, parente ou familiar professor, pra te ajudar a entrar na Escola Regular. Mas essa máxima só vale se você tiver conhecidos na função, caso contrário, é complicado pela falta de recursos.

Capital
Já as delícias da capital são; a oportunidade de, nas associações, conhecer pessoas que passam pelos mesmos desafios que você, e assim, fazer mais amizades próximas.
Outra vantagem é a oportunidade de participar de eventos adaptados, o que torna sua interação nesses eventos, mais completa.
A próxima vantagem é um "achismo" da minha parte, que pode ser corrigido; acredito que as pessoas das cidades maiores tem a cabeça mais aberta, e por isso, são menos reticentes quanto a fazer amizades ou até namorar pessoas com deficiência, até por estarem acostumados com a convivência com essas pessoas. E caso não consiga namorar uma pessoa sem deficiência, ou não o quiser, sempre tem aquele amigo  da associação para te "fazer companhia". Ou seja, a possibilidade de morrer solteirona é bem menor. HAHAHAHAHAHAAH!
Outra vantagem é a facilidade para conseguir um emprego. Mesmo que seja dificil para qualquer deficiente entrar no mercado de trabalho, em cidades maiores a dificuldade é um pouco menor que no interior, onde as empresas não querem se adaptar, mesmo que minimamente.
Já a principal desvantagem que vejo é ser só mais um na multidão, e por isso, se você sumir, algo acontecer com você, ou no caso de você precisar de um atendimento especializado de saúde, é um problema seu e de sua família, até porque, problemas, cada um tem os seus para resolver.
As distâncias entre os locais também são maiores, e caso você tenha uma deficiencia muito séria, fica bem complicado sair de casa para interagir com os demais, a não ser que você tenha um carro e um motorista para chamar de seu.
E você, conhece algum desafio ou vantagem de morar, tanto na capital ou cidades maiores, quanto no interior, sendo deficiente? Divida com os demais sua opinião e colabore para o enriquecimento dessa postagem.
Abraços!

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

LABIRINTO PERIGOSO

Olá, pessoal, tudo bem?
A partir de hoje, haverão três posts semanais no blog, sobre assuntos variados, o que eu quiser falar. E hoje o assunto é um labirinto perigoso no qual nos perdemos de vez em quando.
A mente da gente é um labirinto, da qual, muitas vezes, é difícil sair. E quando nos perdemos nesse labirinto, nem sempre conseguimos voltar. E quando voltamos, muitas vezes isso demora pra acontecer.
Começamos a entrar nesse labirinto quando alguma emoção nos perturba, principalmente, nos perturba para o  mal. Basta uma pequenina perturbação para instalar o caos na mente de algumas pessoas. E a partir dai, vão surgindo outras emoções, que inicialmente, nada tem a ver com os acontecimentos desencadeadores.
Começa com um desagrado, que vira medo, ansiedade, pânico, raiva, a autoestima fica baixa, e assim, se não nos dermos conta, acabamos por mergulhar em um turbilhão sem volta, por algo que nem tinha assim tanta importância.
Mas não basta que alguém nos diga: "pra que tudo isso? não tem necessidade...", a pessoa precisa ver por si mesma o quanto sua reação está desproporcional ao fato ocorrido. Falar em pensamento positivo? Sem chance, a pessoa não se convence disso.
Nós é que temos que querer sair desse labirinto no qual nossa mente, tão hardilozamente nos meteu. Só quando nós quisermos, é que essa cadeia se desfaz.
Mas as vezes, parece que gostamos dessa posição em que nos colocamos, a posição de vítima das pessoas, da sociedade, do mundo, e até mesmo, de Deus. Claro que isso é inconsciente, ninguém em sã consciência, faz isso por vontade própria. É mais uma das peças que nossa mente, esse labirinto perigoso, nos prega.
Felizes daquelas pessoas que conseguem lidar com sua mente, que conseguem se encontrar no labirinto mental, que já sabem entrar e saírem quando querem. Felizes são elas, que se mantém calmas, serenas e felizes, em meio as voltas que a vida dá. Essas são pessoas ricas, abençoadas e principalmente: são pessoas imensamente evoluídas.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

HUMOR RUIM

Olá, pessoal. Tudo bem?
Bem, hoje eu não estou bem, aliás, há muitos dias que não estou tão bem assim. E preciso escrever sobre isso.
Sinto que a minha depressão está voltando aos poucos, e não é fácil de admitir isso pra mim mesma. Até porque, me sinto culpada por ela voltar, mas ainda assim, não consigo fazer nada pra mudar isso.
Muita gente diz que é má vontade, e até mesmo os médicos pensam assim, o que me faz sentir ainda mais culpada. Eu sei que eles não falam por mal, e falam até na intensão de ajudar, sem saber que, na verdade, estão só piorando as coisas.
E sinto que estou cada vez mais triste, sem vontade de nada, e pior, mais irritada com as pessoas.
Hoje, por exemplo, estou tão irritada que qualquer coisa, tenho vontade de bater em alguém, de ser mal educada, e até mesmo, de quebrar tudo.
E decidi escrever pra ver se tiro essa angustia, essa irritação do meu peito. Escrever sempre me ajuda a ser melhor, sempre me ajuda a desabafar, me ajuda a dizer coisas que, com palavras faladas, não sei expressar.
Tem alguém aí que se sente como eu? E o que faz pra parar de sentir essas coisas? Se puderem me ajudar, agradeceria.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

À Deriva

Oi, pessoas; como estão? Eu confesso que não sei como estou.
Sou uma pessoa bem sucedida na vida, tanto pessoal quanto profissional, mas ainda asssim, me sinto como uma adolescente perdida e mimada, ainda não encontrei algo que eu queira verdadeiramente fazer. E isso é frustrante!
É estranho todos saberem do que gostam de fazer e você, com mais de 30, estar totalmente perdida.
Invejo esses jovens que já sabem o que querem, parece que vieram predestinados; enquanto que meu lema é “tanta coisa me interessa, mas naaada tanto assim.”.
O que eu queria mesmo era experimentar tudo, fazer de tudo um pouco, e quando ficasse velhinha, me aposentasse como generalista. Existe alguma profissão na qual você possa ser cada dia uma coisa diferente?
Como já viagem demais por hoje, só me basta pedir varias encarnações para matar minha curiosidade imensa pela vida!

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

EU SEMPRE TRABALHO MAIS DO QUE VOCÊ

Olá, pessoal, tudo bem? Faz tempo que não posto aqui, mas andava bem cansada, e na verdade, continuo cansada. E esse título, parece estranho pra você? Quem de nós não se pegou falando que o trabalho do outro não cansa, que o seu trabalho cansa mais do que o de alguns colegas. E até criticamos o colega, amigo ou familiar, por reclamar de sua ocupação. E só damos o valor ao trabalho do outro, quando passamos a executá-lo. E quando o outro faz pouco do nosso labor, ficamos furiosos, indignados, mordidos. Mas nem nos damos conta do quanto fazemos isso com nosso semelhante. Me dei conta disso quando passei a executar a função de um colega, que está de férias. E aquilo que antes eu achava legal de fazer, até era meu sonho de criança, se tornou quase uma tortura. Cabeça borbulhando, como se eu minha cabeça fosse a caverna do dragão, de tão oca. Perda total da energia, emfim, me dei conta do quanto o colega, bem como seu trabalho, são importantes. E me peguei pensando, no quanto todas as funções, por mais que nos pareçam insignificantes, se tornam essenciais para o bom andamento de uma empresa. E diante desse fato, me comprometi a nunca mais julgar um colega ou sua profissão, pois só ele sabe as agruras do seu labor. E recomendo que antes de qualquer julgamento, lembre-se dessa postagem, se coloque no lugar do outro e desista de tal atitude. A partir do momento em que começarmos a fazer esse exercicio de se colocar no lugar do outro, muita coisa melhorará, não só a nossa volta, mas no mundo todo.

terça-feira, 29 de maio de 2018

DE QUEM É O PRECONCEITO?

Oi, pessoal, como estão vocês? Eu estou bem, acompanhando essa loucuragem brasileira, mas não muito, pra não entrar na pilha. Hoje vim falar sobre um assunto muito controverso, e até dificil de tratar: nossa não autoaceitação e o preconceito que vem de fora; mais especificamente, até onde o preconceito que vem de fora nos atinge mais do que nosso próprio preconceito. Li um texto sobre o assunto, e ele explica bem que na infância, quando ainda não temos uma opinião formada sobre nada, os comentários feitos pelos outros nos atingem, e muito, e é bem normal. Mas muita gente, depois de adulta, se incomoda com esses comentários, e até acaba ocupando, mesmo que inconscientemente, o lugar de vítima de uma sociedade machista, racista, gordofóbica, homofóbica, xenofóbica, que tem medo dos deficientes, dentre outros adjetivos que rotulamos a sociedade. Então optamos por dois caminhos: ou chocar, através de comportamentos excêntricos, ou tentarmos nos encaixar naquele padrão imposto. Mas no fundo, o que acontece é que nós não nos aceitamos como somos. Não nos aceitamos com nosso corpo mais gordinho, com nossa cor negra, com nosso comportamento feminino ou por ser mulher, não nos encaixamos no comportamento do país onde estamos no momento ou não aceitamos nossa deficiência. Penso isso porque, se realmente nos aceitássemos como somos, com todos nossos defeitos e qualidades, não nos esforçaríamos nem para chocar, nem para nos encaixar, seríamos nós mesmos, e a sociedade nos aceitaria por aquilo que somos. E caso soframos realmente um comportamento agressivo por parte de alguém por causa da nossa condição, façamos com que se cumpra a lei e pronto, nada mais. Se formos verificar a história, as pessoas consideradas fora dos padrões que deixaram seu nome gravado em nossas memórias, não se esforçaram nem para chocar, nem para se encaixar; foram elas mesmas e foram respeitadas pelo que eram. E se alguém não concorda com nosso comportamento, não consegue lidar com nossa deficiência, nossa forma física, é um problema da pessoa, não nosso. É um problema que ela vai ter que resolver em uma terapia ou algo do gênero. E de mais a mais, Jesus Cristo, que é o filho de Deus, não foi aceito por todos, e nem forçou ninguém a aceitá-lo. Por que, na nossa arrogância, precisamos da aceitação ou aprovação do outro? Por que precisamos obrigar o outro a conviver conosco e nos aceitar por sermos mulheres, negros, homossexuais, gordos ou deficientes, dentre outros? Deixemos nosso orgulho de lado! Eu me vitimizava até um tempo atrás, até aprender que haviam problemas em mim que não estavam bem resolvidos, e isso não era culpa de ninguém, nem preconceito. E ainda há coisas a resolver em mim, mas já deixei de exigir dos outros algo que eles não possuem e nem são obrigados a possuir. Vejam bem, isso não quer dizer não lutarmos por nossos direitos, só quer dizer não levarmos tudo a ponta de faca, não levarmos tudo a ferro e fogo. Exijamos sim nossos direitos, mas conscientes de até onde isso é uma satisfação de nosso próprio ego ou um direito real,. Então, o que quero dizer com isso é: exija menos a aceitação alheia, se vitimize menos e se aceite mais. Só assim, sem querer ser melhor ou se achar pior que ninguém, você será, realmente, respeitado. PS: o texto representa uma opinião minha e do autor do texto lido por mim, com a qual concordo; não é uma verdade absoluta e você pode discordar o quanto quizer, só faça o favor de, se for comentar, não xingar, para manter o nível do blog, ok?

segunda-feira, 21 de maio de 2018

O PASSADO PERTENCE AO PASSADO

Oi, pessoal, tudo joia? Hoje vim falar do passado. Mas por que? Na verdade, vim falar do mal que viver no passado faz às pessoas. Muitas pessoas vivem em função de coisas que já aconteceram, e que não podem mais voltar atrás. A principal justificativa é: "devemos falar do passado, pois ele faz parte de nossas vidas"; até concordo em parte, mas ficar só falando no assunto, remoendo aquilo, te mantém naquele tempo, te impedindo de aproveitar o presente e de olhar para o futuro. É como um livro, que permanecemos só em uma página, sem terminá-lo, ou como uma música repetida. E isso não vale apenas para as coisas más, mas também para as coisas e acontecimentos bons. Aquelas pessoas que vivem apenas com saudades de seus ente queridos que já se foram, saudades de tempos felizes que já passaram, e nem percebem a existência de novas pessoas, novos acontecimentos, de uma nova vida. Por isso, saia desse lugar que você se colocou, desse lugar onde você parou e não consegue voltar pra vida presente. Quando você deixar o passado em seu devido lugar, perceberá o quanto sua vida ficará mais leve, o quanto seu presente estará gostoso e o quanto cada momento, lhe parecerá mais feliz. E principalmente, quando você deixar o passado de lado, você deixará de magoar as pessoas qe estão ao seu redor, pois por mais que você não perceba, sim, você as magoa.