Olá, pessoal. Tudo bem?
Bem, hoje eu não estou bem, aliás, há muitos dias que não estou tão bem assim. E preciso escrever sobre isso.
Sinto que a minha depressão está voltando aos poucos, e não é fácil de admitir isso pra mim mesma. Até porque, me sinto culpada por ela voltar, mas ainda assim, não consigo fazer nada pra mudar isso.
Muita gente diz que é má vontade, e até mesmo os médicos pensam assim, o que me faz sentir ainda mais culpada. Eu sei que eles não falam por mal, e falam até na intensão de ajudar, sem saber que, na verdade, estão só piorando as coisas.
E sinto que estou cada vez mais triste, sem vontade de nada, e pior, mais irritada com as pessoas.
Hoje, por exemplo, estou tão irritada que qualquer coisa, tenho vontade de bater em alguém, de ser mal educada, e até mesmo, de quebrar tudo.
E decidi escrever pra ver se tiro essa angustia, essa irritação do meu peito. Escrever sempre me ajuda a ser melhor, sempre me ajuda a desabafar, me ajuda a dizer coisas que, com palavras faladas, não sei expressar.
Tem alguém aí que se sente como eu? E o que faz pra parar de sentir essas coisas? Se puderem me ajudar, agradeceria.
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
À Deriva
Oi, pessoas; como estão? Eu confesso que não sei como estou.
Sou uma pessoa bem sucedida na vida, tanto pessoal quanto profissional, mas ainda asssim, me sinto como uma adolescente perdida e mimada, ainda não encontrei algo que eu queira verdadeiramente fazer. E isso é frustrante!
É estranho todos saberem do que gostam de fazer e você, com mais de 30, estar totalmente perdida.
Invejo esses jovens que já sabem o que querem, parece que vieram predestinados; enquanto que meu lema é “tanta coisa me interessa, mas naaada tanto assim.”.
O que eu queria mesmo era experimentar tudo, fazer de tudo um pouco, e quando ficasse velhinha, me aposentasse como generalista. Existe alguma profissão na qual você possa ser cada dia uma coisa diferente?
Como já viagem demais por hoje, só me basta pedir varias encarnações para matar minha curiosidade imensa pela vida!
Sou uma pessoa bem sucedida na vida, tanto pessoal quanto profissional, mas ainda asssim, me sinto como uma adolescente perdida e mimada, ainda não encontrei algo que eu queira verdadeiramente fazer. E isso é frustrante!
É estranho todos saberem do que gostam de fazer e você, com mais de 30, estar totalmente perdida.
Invejo esses jovens que já sabem o que querem, parece que vieram predestinados; enquanto que meu lema é “tanta coisa me interessa, mas naaada tanto assim.”.
O que eu queria mesmo era experimentar tudo, fazer de tudo um pouco, e quando ficasse velhinha, me aposentasse como generalista. Existe alguma profissão na qual você possa ser cada dia uma coisa diferente?
Como já viagem demais por hoje, só me basta pedir varias encarnações para matar minha curiosidade imensa pela vida!
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
EU SEMPRE TRABALHO MAIS DO QUE VOCÊ
Olá, pessoal, tudo bem?
Faz tempo que não posto aqui, mas andava bem cansada, e na verdade, continuo cansada. E esse título, parece estranho pra você?
Quem de nós não se pegou falando que o trabalho do outro não cansa, que o seu trabalho cansa mais do que o de alguns colegas. E até criticamos o colega, amigo ou familiar, por reclamar de sua ocupação. E só damos o valor ao trabalho do outro, quando passamos a executá-lo.
E quando o outro faz pouco do nosso labor, ficamos furiosos, indignados, mordidos. Mas nem nos damos conta do quanto fazemos isso com nosso semelhante.
Me dei conta disso quando passei a executar a função de um colega, que está de férias. E aquilo que antes eu achava legal de fazer, até era meu sonho de criança, se tornou quase uma tortura. Cabeça borbulhando, como se eu minha cabeça fosse a caverna do dragão, de tão oca. Perda total da energia, emfim, me dei conta do quanto o colega, bem como seu trabalho, são importantes.
E me peguei pensando, no quanto todas as funções, por mais que nos pareçam insignificantes, se tornam essenciais para o bom andamento de uma empresa. E diante desse fato, me comprometi a nunca mais julgar um colega ou sua profissão, pois só ele sabe as agruras do seu labor.
E recomendo que antes de qualquer julgamento, lembre-se dessa postagem, se coloque no lugar do outro e desista de tal atitude. A partir do momento em que começarmos a fazer esse exercicio de se colocar no lugar do outro, muita coisa melhorará, não só a nossa volta, mas no mundo todo.
terça-feira, 29 de maio de 2018
DE QUEM É O PRECONCEITO?
Oi, pessoal, como estão vocês? Eu estou bem, acompanhando essa loucuragem brasileira, mas não muito, pra não entrar na pilha.
Hoje vim falar sobre um assunto muito controverso, e até dificil de tratar: nossa não autoaceitação e o preconceito que vem de fora; mais especificamente, até onde o preconceito que vem de fora nos atinge mais do que nosso próprio preconceito.
Li um texto sobre o assunto, e ele explica bem que na infância, quando ainda não temos uma opinião formada sobre nada, os comentários feitos pelos outros nos atingem, e muito, e é bem normal. Mas muita gente, depois de adulta, se incomoda com esses comentários, e até acaba ocupando, mesmo que inconscientemente, o lugar de vítima de uma sociedade machista, racista, gordofóbica, homofóbica, xenofóbica, que tem medo dos deficientes, dentre outros adjetivos que rotulamos a sociedade. Então optamos por dois caminhos: ou chocar, através de comportamentos excêntricos, ou tentarmos nos encaixar naquele padrão imposto.
Mas no fundo, o que acontece é que nós não nos aceitamos como somos. Não nos aceitamos com nosso corpo mais gordinho, com nossa cor negra, com nosso comportamento feminino ou por ser mulher, não nos encaixamos no comportamento do país onde estamos no momento ou não aceitamos nossa deficiência. Penso isso porque, se realmente nos aceitássemos como somos, com todos nossos defeitos e qualidades, não nos esforçaríamos nem para chocar, nem para nos encaixar, seríamos nós mesmos, e a sociedade nos aceitaria por aquilo que somos.
E caso soframos realmente um comportamento agressivo por parte de alguém por causa da nossa condição, façamos com que se cumpra a lei e pronto, nada mais.
Se formos verificar a história, as pessoas consideradas fora dos padrões que deixaram seu nome gravado em nossas memórias, não se esforçaram nem para chocar, nem para se encaixar; foram elas mesmas e foram respeitadas pelo que eram.
E se alguém não concorda com nosso comportamento, não consegue lidar com nossa deficiência, nossa forma física, é um problema da pessoa, não nosso. É um problema que ela vai ter que resolver em uma terapia ou algo do gênero. E de mais a mais, Jesus Cristo, que é o filho de Deus, não foi aceito por todos, e nem forçou ninguém a aceitá-lo. Por que, na nossa arrogância, precisamos da aceitação ou aprovação do outro? Por que precisamos obrigar o outro a conviver conosco e nos aceitar por sermos mulheres, negros, homossexuais, gordos ou deficientes, dentre outros? Deixemos nosso orgulho de lado!
Eu me vitimizava até um tempo atrás, até aprender que haviam problemas em mim que não estavam bem resolvidos, e isso não era culpa de ninguém, nem preconceito. E ainda há coisas a resolver em mim, mas já deixei de exigir dos outros algo que eles não possuem e nem são obrigados a possuir.
Vejam bem, isso não quer dizer não lutarmos por nossos direitos, só quer dizer não levarmos tudo a ponta de faca, não levarmos tudo a ferro e fogo. Exijamos sim nossos direitos, mas conscientes de até onde isso é uma satisfação de nosso próprio ego ou um direito real,.
Então, o que quero dizer com isso é: exija menos a aceitação alheia, se vitimize menos e se aceite mais. Só assim, sem querer ser melhor ou se achar pior que ninguém, você será, realmente, respeitado.
PS: o texto representa uma opinião minha e do autor do texto lido por mim, com a qual concordo; não é uma verdade absoluta e você pode discordar o quanto quizer, só faça o favor de, se for comentar, não xingar, para manter o nível do blog, ok?
segunda-feira, 21 de maio de 2018
O PASSADO PERTENCE AO PASSADO
Oi, pessoal, tudo joia? Hoje vim falar do passado. Mas por que?
Na verdade, vim falar do mal que viver no passado faz às pessoas. Muitas pessoas vivem em função de coisas que já aconteceram, e que não podem mais voltar atrás.
A principal justificativa é: "devemos falar do passado, pois ele faz parte de nossas vidas"; até concordo em parte, mas ficar só falando no assunto, remoendo aquilo, te mantém naquele tempo, te impedindo de aproveitar o presente e de olhar para o futuro. É como um livro, que permanecemos só em uma página, sem terminá-lo, ou como uma música repetida.
E isso não vale apenas para as coisas más, mas também para as coisas e acontecimentos bons. Aquelas pessoas que vivem apenas com saudades de seus ente queridos que já se foram, saudades de tempos felizes que já passaram, e nem percebem a existência de novas pessoas, novos acontecimentos, de uma nova vida.
Por isso, saia desse lugar que você se colocou, desse lugar onde você parou e não consegue voltar pra vida presente. Quando você deixar o passado em seu devido lugar, perceberá o quanto sua vida ficará mais leve, o quanto seu presente estará gostoso e o quanto cada momento, lhe parecerá mais feliz.
E principalmente, quando você deixar o passado de lado, você deixará de magoar as pessoas qe estão ao seu redor, pois por mais que você não perceba, sim, você as magoa.
terça-feira, 1 de maio de 2018
DIVERSÃO COM APRENDIZAGEM
Oi, gente, como vão?
Hoje vim falar sobre uma experiencia legal que tive: minha primeira viagem sozinha.
No feriadão, fui viajar, pra fazer uma coisa diferente, uma coisa que esfriasse a cabeça e não fosse mais do mesmo. Foi cansativo, mas valeu totalmente a pena.
Pra começar, foi a primeira vez que fiquei eu e outra pessoa cega sozinhas em uma casa. Pra ser mais exata, eu e mais três cegas. Daí foi aquela coisa, uma atropelando a outra, as vezes ocorria algum acidente um pouco mais dolorido, em que nos matávamos de rir da nossa própria "desgraça"; mas em fim, a parte de ficar juntas em uma casa, sem a supervisão de um vidente, que para mim era novo, foi tirada de letra.
Depois teve a parte de sairmos para a rua juntas. Pegamos o transporte alternativo para irmos a um bar. Chegando lá, o rapaz do transporte nos ajudou a chegar a uma mesa, e logo fomos atendidas pelo dono do bar, que já virou amigo de uma das meninas, por ser marido da colega de trabalho dela e porque ela vai sempre lá. Na hora de servir as comidinhas foi bem tranquilinho, e nos divertimos pra caramba. Rimos, cantamos, falamos sério... E fizemos amizade com algumas pessoas do local, que se propuseram a nos ajudar quando iamos fazer algo lá dentro.
Antes de finalizar a parte do bar, preciso contar: um dos clientes chegou e ficou admirado por nós quatro sermos cegas e estarmos sozinhas no bar. Até aí, beleza; daí ele soltou a seguinte pérola: "mas hoje é dia delas?". Brinquei com as meninas que agora pra sairmos, só ano que vem, no nosso dia. Até que fomos pra casa, tranquilinhas.
O que aprendi com isso? primeiro, que a cara-de-pau resolve qualquer problema, inclusive de locomoção. E segundo, que podemos ser independentes sim, mas nunca deixando a segurança de lado, coisa que apesar desse dia divertido, não abro mão. Vou voltar lá e quem sabe, aprender mais alguma coisa?
quinta-feira, 26 de abril de 2018
FALO POUCO E SINTO MUITO
Oi, pessoal, tudo certo:
Comigo foi um dia pra pensar, o dia de ontem. Um dia que pensei que ser intensa e ao mesmo tempo medrosa, não dá certo. E por isso, resolvi tomar decisões quanto a isso.
É lógico que não vou explicar o que me levou a essa conclusão, mas o caso é: eu tenho sentimentos tão intensos, com relação a tudo, que dai acabo criando expectativas em relação a coisas e pessoas. E por medo dessas expectativas que eu mesma criei, e até mesmo por saber que essas são acima de qualquer ser humano, fujo das situações ou pessoas. Ou seja: minha intensidade me faz irracional, tanto quando me entrego, quanto quando fujo.
E quem me conhece, pensa totalmente o oposto, pensa que sou fria, que não sinto nada, que gosto de "brincar", com os outros e até mesmo, que sou egoista. Sim, ja me falaram isso, tanto direta, quanto indiretamente. Mal sabem eles que enquanto aqui fora ta tudo calmo, sereno e divertido, lá dentro tá um turbilhão de emoções, cérebro fervendo, cabeça dando mil voltas e dizendo: "cai fora, medo, eu não te quero mais na minha vida!; ou "não crie expectativas demais, quanto maior a altura, maior o tombo".
Além disso, o medo das expectativas que eu possa gerar nos outros era o pior dos meus medos. Aliás, nem sei se gero expectativa, mas só de pensar que posso gerar, ja fico distante.
E por isso, decidi que assim como é por fora, será por dentro. Afastarei todo e qualquer sentimento da minha vida. Claro, exceto aqueles com familia, mas fora esses, todos os outros estão fora. A partir de agora, vou tirar a lente colorida com a qual sempre "vi" a vida e passarei a olhá-la pelo prisma preto e branco, cinza, em fim, pelo prisma racional. E tudo aquilo que não for racionalmente aceito, então não me serve mais. Serei uma cientista dos sentimentos.
Claro que isso não fará de mim uma pessoa que passa por cima de todos e tal, tipo a vilã da novela das nove, que é das dez, só me fará uma pessoa que sofre menos e vive mais feliz, sem esperar nada em troca, de ninguém, nada mesmo.
Serei como aquela frase do Renato russo: "Não estou mais interessado no que sinto, não acredito em nada, além do que duvido!". E viva a racionalidade sentimental!
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