Oi, pessoal, como estão? Hoje é dia da consciência negra, e não tem como eu, que detesto preconceito de qualquer espécie, já que eu sei bem como é sofre-lo, não escrever sobre o assunto.
O brasileiro jura por Deus que é um povo aberto, sem preconceitos, sem restrições e que recebe a todos de braços abertos. Mas, o que estamos fazendo com os refugiados que aqui chegam para tentar melhorar de vida? o que fazemos quando um negro se aproxima de nós?
E qual é nossa reação quando chega na escola um colega negro? quando nossa filha ou filho apresenta à família um namorado ou namorada negros? A pior possível, não é mesmo? E o pior disso tudo, já vi os próprios negros tendo preconceito com sua cor, como se fosse uma vergonha ser negro.
Brasileiro na verdade não tem nada de mente aberta, na verdade, temos muito é de hipócritas; prova disso é que nem conseguimos falar a palavra negro com a mesma naturalidade com que falamos a palavra loira, pois temos medo de ofender ao nosso amigo negro que está ao nosso lado; mas não percebemos que a maior prova de preconceito é falar a palavra negro com esse quase pânico.
Temos ainda muito que aprender com relação à consciência negra, todos nós, sem exceções. Aproveitemos esse dia, muito importante na história do nosso país, para refletirmos sobre nossos atos, nossa hipocrisia disfarçada de mente aberta, enfim, sobre o nosso conceito do que é não ser, de verdade, preconceituoso.
domingo, 20 de novembro de 2016
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Juízes da vida alheia
Oi, amigos. Tudo bem?
Hoje vim falar sobre
uma coisa que minha irmã sempre fala, mas como todos nós, algumas vezes, acabamos não fazendo o q
dissemos: o mau hábito de julgar a vida alheia, a opinião alheia, enfim, a tudo
que tenha a ver com o outro.
Quanto a opiniões,
podemos verificar isso quanto aos preconceitos. Queremos que as pessoas não
tenham preconceitos com gays, negros, deficientes e os diferentes em geral. Mas
não nos damos conta e nem nos damos o trabalho de tentar ver o lado do
preconceituoso. Por exemplo: por que a pessoa tem esse tipo de pensamento? Será
que teve uma má experiencia de vida, ou será por pura falta de conhecimento,
ignorância mesmo? Claro que isso não justifica a falta de respeito, a má
educação e os maus tratos sofridos pelos diferentes. Mas acredito que desde que
a pessoa discorde sem ser mau educado ou desde que não trate o diferente com
indiferença, já é um bom começo. A final, querer obrigar o preconceituoso a
pensar como nós, também é uma forma de preconceito, que tentamos justificar
dizendo que nós somos os donos da verdade e eles as pessoas más que fazem o
mundo ser do jeito que é, perturbado e cheio de amarguras.
Outro julgamento é
quando nos pegamos opinando sobre como o outro deveria conduzir a sua vida, e
aquele que não a conduz do jeito que pensamos ser o certo, ou é depravado, ou é
ignorante, errado, omisso e muitas outras "qualidades". Mas quem
garante que nosso modo de pensar e agir é que é o certo? Será que não somos
sérios demais? Será que não somos negligentes demais em alguns aspectos? Será
que somos assim tão perfeitos, a ponto de poder dizer como o outro deve viver
ou agir?
Não estou dizendo
aqui que sou um anjinho barroco e não julgo a nada nem ninguém, pelo contrário;
essa reflexão vale também pra mim; pra quando eu pensar em falar mal da vida
alheia ou tentar dirigir os atos de alguém, lembrar que eu não sou perfeita,
meu modo de pensar não foi comprovado cientificamente ser eficiente e minha
vida também não é essa coca-cola toda.
A única coisa que
está realmente cientificamente provado que é certo é: enquanto não prejudicamos
aos demais, não estamos errados. Portanto, cuidemos mais de julgar nossas
vidas, que aliás, como a de qualquer um, está cheia de arestas a serem
aparadas. Assim, não sobrará tempo para cuidar da vida de seu irmão de jornada.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Drama de um depressivo
Oi pessoal, tudo bem?
Pois é, quem me conhece, sabe que esse título não combina
comigo. Odeio fazer dramas, odeio pessoas que estão sempre doentes, ou falando
de doenças, ou fazendo uma novela mexicana por qualquer coisa. Mas tenho meus
momentos, momentos em que nem eu mesmo me suporto, momentos em que gostaria de
dormir, dormir e dormir, e só acordar quando estivesse de volta, eu mesma, sem
dramas e otimista e alegre como sempre fui, até meus 20 anos.
Depois dai, descobri que tinha depressão, ansiedade, e eu
que achava que isso era desculpa pra muita gente, me vi fazendo coisas que não
condiziam comigo. E para explicar melhor o que sentimos—os deprimidos—para quem
não tem e pensava o mesmo que eu, vou dizer um pouco do que sinto.
Primeiro são as dores, nos ombros, nas costas, na cabeça, em
qualquer lugar. Você está sempre doente, vai ao médico e nunca tem nada. Porque
realmente, fisicamente você não tem mesmo nada. Dai vem os sintomas
psicológicos, uma irritação incontrolável, e por causa dela, acabamos magoando
a todos que estão a nossa volta, sem querer. E depois que percebemos, vem a
vontade de chorar, chorar muito, sem parar.
Pra quem tem ansiedade, qualquer coisa é motivo pra se ficar
ansioso. E com ela vem a fome descontrolada, a vontade de fazer alguma coisa,
qualquer coisa, mas ao mesmo tempo, o desânimo para isso.
E os ansiolíticos que deveriam ajudar, te deixam mais
cansada, sonolenta, irritada e sensível; e todos a sua volta pensam que É preguiça,
falta de vontade, simples patricice. E lá vai você de novo, se irritar, brigar,
magoar alguém e chorar ou dormir.
Se você tem esses sintomas, procure ajuda, pois mesmo com
ajuda é difícil passar por tudo isso, imagine então sem ajuda... Não tenha
preconceito de frequentar um psiquiatra, psicólogo, é melhor procurar mesmo
ajuda do que de repente acabar sozinho, sem as pessoas que se ama. Porque é
isso que acontece com quem não se ajuda, acaba na solidão. E pior que isso:
acaba gostando dela.
E você que tem um familiar com problema, sei que é difícil lidar
com uma pessoa que oscila tanto de humor. Mas se conseguir, não se magoe com as
idiotices que fazemos; elas não são o que pensamos de verdade.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Crenças autolimitantes
Um dia desses, uma pessoa com deficiência disse
que deveríamos saber os lugares que poderíamos ou não frequentar. De acordo com
ele, sua mãe lhe ensinou os lugares onde ele poderia ou não ir, para que ele
não fosse um empecilho aos demais que estão à sua volta, e que nós, deficientes
que buscamos tudo que é direitos, deveríamos nos colocarmos em nossos devidos
lugares.
Fiquei me questionando se realmente essa pessoa
estava certa, uma vez que a sociedade faz o tempo todo com que nos sintamos um
trambolho na vida dos que nos cercam. Claro que o chapéu não serviu pra mim,
pois minha família sempre fez com que eu me incluisse na sociedade onde vivo;
mas fiquei pensando se não exigia demais de quem estava a minha volta. Então,
resolvi questionar os grupos do facebook voltados para pessoas com deficiencia
sobre o assunto.
Para minha grande alegria, percebi que não estou
errada, e que o deficiente pode sim escolher o lugar onde quer ou não ir e exercer
seu direito de ir e vir, como qualquer pessoa. É claro que alguns programas
farão com que não nos sintamos assim tão incluidos, mas isso vai da visão de
cada um sobre o assunto, vai da escolha pessoal. Eu, por exemplo, não me sinto
nada incluida em uma baladinha, por isso, não frequento.
Mas essa opinião do moço me fez pensar que ainda,
por incrível que pareça, vivemos em uma sociedade extremamente preconceituosa e
limitadora, onde os próprios pais ensinam os filhos a se autolimitarem. E isso
ocorre com muitos de nós, de forma velada, durante nossa vida, desde a
infância. Quantas vezes já ouvimos de nossos pais que não podemos fazer
determinada coisa, mesmo antes de tentarmos? E se tentássemos fazer, ouvíamos:
“depois não reclama se te machucar, não diga que eu não avizei!”. E crescemos
com aquela idéia na cabeça, de que aquilo não é pra nós, de que aquilo não
podemos fazer.
Ao longo da vida, as limitações se tornam tão
grandes que muita gente acaba com problemas psicológicos, pensando que nada
podem ou nada conseguem. E então surge a dependência e a co-dependência, ou
seja, o filho sobrecarrega o pai, pois acredita que não pode fazer nada sem
ajuda; e o pai depende da agenda do filho, ou adecua sua agenda para atender ao
filho, já adulto, que poderia muito bem viver sua vida sozinho.
Isso não significa que somos total e completamente
independentes e que não precisamos dos nossos familiares para nada; e também,
querer viver nossa vida não significa ingratidão. Significa simplesmente que
crescemos e queremos exercer nossa independência, como qualquer outra pessoa
sem deficiência. E como os pais ficariam tão menos sobrecarregados se se dessem
conta de que seus filhos são deficientes sim, mas não são seres irracionais,
disprovidos de inteligência e que não podem fazer suas próprias escolhas ou
discernir entre o bem e o mal.
Lutemos pela nossa independência, por nosso
direito de escolher onde ir, por nosso direito de fazer nossas próprias
escolhas; e principalmente, lutemos para que a sociedade veja nossas capacidades,
e não nossas deficiências.
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Férias, pra que te quero!
Oi galera. Como vão?
Quando estamos desempregadas, somos jovens e tal, queremos porque queremos nos sentir úteis, e lutamos por um emprego digno, ou não tão digno, desde que seja um emprego. Daí quando conseguimos,é uma festa, uma belezinha,melhor coisa da vida. Mas depois de algum tempo, pelo menos eu, me pergunto: onde eu estava com a cabeça quando quis trabalhar?
Claro que não estou aqui fazendo apologia à vadiagem, mas estou querendo dizer que muitas vezes, nosso cansaço é paupavel, e você só gostaria que todos os dias fossem sábado ou domingo. E é assim que me sinto nos ultimos, sei lá, 3 meses pelo menos.
Além da quase tortura que é acordar 06 da manhã, ainda vem as maravilhosas dores no corpo, o sono imenso ao longo do dia...
E tem dia que nem um palhaço te anima, e o meu é hoje. E dai tem as várias obrigações que você mesmo se impõe, como fisioterapia, visitar ovo, fazer uma aulinha de teclado... Nos outros dias, centro espírita, doutrinárias,e por ai vai.
Mas o pior disso tudo é que quando você resolve que não vai fazer mais metade disso tudo, sente falta de ter o que fazer.
Somos mesmo muito contraditórios e complicados; No momento só sei de uma coisa: preciso de férias.
Quando estamos desempregadas, somos jovens e tal, queremos porque queremos nos sentir úteis, e lutamos por um emprego digno, ou não tão digno, desde que seja um emprego. Daí quando conseguimos,é uma festa, uma belezinha,melhor coisa da vida. Mas depois de algum tempo, pelo menos eu, me pergunto: onde eu estava com a cabeça quando quis trabalhar?
Claro que não estou aqui fazendo apologia à vadiagem, mas estou querendo dizer que muitas vezes, nosso cansaço é paupavel, e você só gostaria que todos os dias fossem sábado ou domingo. E é assim que me sinto nos ultimos, sei lá, 3 meses pelo menos.
Além da quase tortura que é acordar 06 da manhã, ainda vem as maravilhosas dores no corpo, o sono imenso ao longo do dia...
E tem dia que nem um palhaço te anima, e o meu é hoje. E dai tem as várias obrigações que você mesmo se impõe, como fisioterapia, visitar ovo, fazer uma aulinha de teclado... Nos outros dias, centro espírita, doutrinárias,e por ai vai.
Mas o pior disso tudo é que quando você resolve que não vai fazer mais metade disso tudo, sente falta de ter o que fazer.
Somos mesmo muito contraditórios e complicados; No momento só sei de uma coisa: preciso de férias.
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