Olá, pessoal. Como estão?
Hoje vim postar um artigo que achei sobre a sexualidade e a pessoa com deficiencia. O artigo fala p si mesmo, por isso, não vou falar sobre ele. Espero que gostem!
Ele foi retirado da rede SACI.
Discutindo a sexualidade: os deficientes também amam!
Dolores Affonso*
A discussão sobre a sexualidade humana não é nova, nem privilégio de alguns setores sociais, mas responsabilidade de toda a sociedade. Quando falamos em sexualidade, pais, escolas, profissionais, governos, etc., ficam de cabelo em pé por fatores como medo de doenças sexualmente transmissíveis, promiscuidade, gravidez na adolescência ou por outros motivos.
Apesar de toda a repressão da sociedade em relação ao assunto, torna-se não apenas necessário, mas essencial para se ter uma melhor qualidade de vida, tendo em vista que o amor, o relacionamento e o sexo são partes importantes do conceito de vida plena e feliz.
Uma educação familiar pouco esclarecedora, a vergonha do próprio corpo, a timidez para se marcar um encontro, entre outros, são alguns limitadores que inibem as pessoas a tal ponto de não se permitirem ter relacionamentos afetivos ou sexuais sadios, plenos e satisfatórios ao longo da vida. Mulheres que se acham gordas, homens que se acham feios, etc.
Quando se trata de pessoas com deficiência, o tabu se torna ainda maior, fazendo com que sejam excluídas dos relacionamentos amorosos ou sexuais, não apenas pelas pessoas desencorajadoras ou protetoras que as cercam, mas pelo preconceito ou por elas mesmas. De tanto sofrerem ou se sentirem “imperfeitas”, “não atraentes”, acabam se achando incapazes de participar ativamente do “jogo da sedução”, evitando determinadas situações, locais e interações, pois acreditam que não será possível dar e sentir prazer ou encontrar uma pessoa que as “queiram”.
Acredita-se que, por ser cega ou surda, uma pessoa terá dificuldades para se relacionar, “conquistar” ou até mesmo durante o ato sexual. No caso dos cadeirantes, muitos acreditam que perderam por completo a possibilidade de sentirem prazer. E assim por diante, perpetuam-se preconceitos, medos e ignorância.
Muitas iniciativas buscam desmistificar a sexualidade da pessoa com deficiência, como:
- Sites de relacionamentos: Visam transpor as barreiras dos encontros, das paqueras e da desilusão, mostrando-se como é (pessoa com deficiência) para não haver mal-entendidos. Por outro lado, podem se tornar mais uma forma de afastar essas pessoas do convívio social e sadio.
- Encontros “programados” ou sexo pago: No Brasil, ainda há um preconceito muito grande com relação à prostituição, diferentemente de países como Suíça e Holanda, onde já é legalizada. Este artifício facilita o acesso à vida sexual, entretanto, muitos se perguntam se é sadio, pois seria uma vida sexual “ilegal” e desprovida de sentimentos e relacionamento.
- Reeducação sexual: Muitas vezes realizada por um profissional da área de sexologia ou saúde, como terapeutas sexuais, ajuda a pessoa com deficiência a redescobrir seu corpo, suas áreas e fontes de prazer e a superar o medo, a vergonha e o preconceito. Ao se descobrir ou redescobrir, é possível encontrar formas de satisfação pessoal e isso facilita muito a mudança de postura diante de potenciais parceiros sexuais.
A visão distorcida de que essas pessoas não têm direito a uma vida amorosa ou sexual, seja porque são rotuladas de “anjinhos”, como ocorre com as pessoas que possuem alguma deficiência intelectual, por exemplo, Síndrome de Down, porque são consideradas um “perigo à sociedade” ao tornarem possível a reprodução de um determinado “defeito”, ou vistas como “promíscuas” por já serem idosas, é alimentada principalmente pela falta de informação.
É preciso mostrar para as pessoas que a sexualidade faz parte da vida, não apenas para a reprodução, mas para o desenvolvimento da saúde física, mental, psicológica, emocional, ou seja, para viver uma vida plena, independentemente da falta de um sentido, de um membro ou do vigor da juventude.
Para ajudar a desmistificar a sexualidade da pessoa com deficiência, o Congresso de Acessibilidade, evento online e gratuito, a ser realizado no período de 21 a 27 de setembro no site www.congressodeacessibilidade.com trará essa discussão para dentro de seus lares, mostrando tanto a visão do deficiente como de profissionais da área com o objetivo de transformar vidas, mostrando que não somente todos têm direito a uma vida sexual ativa e feliz, como devem lutar por isso!
* Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade (www.congressodeacessibilidade.com).
segunda-feira, 28 de julho de 2014
domingo, 20 de julho de 2014
SOZINHA NUNCA!
Olá, pessoal. tudo joia? Faz tempo que não posto por aqui, por falta de idéias mesmo, mas agora, pensando em mim mesma, resolvi fazer essa postagem.
Olá, pessoal. Como vão?
Estava pensando na minha necessidade enorme de ficar sozinha comigo mesma-- vejam só, eu, que só pedia pra ter mais amigos, agora quero ficar só-- , necessidade que não tem sido satisfeita. E me lembrei do meu tempo de adolescente, onde eu não tinha internet, computador sequer, e me fechava no meu quarto, ouvindo música e pensando besteira.
E agora, com tanta tecnologia à disposição, tanta gente ao redor, fazendo tudo ao mesmo tempo, essa solidão tem sido tão rara, e ao mesmo tempo, tão necessária....
Quantas vezes precisamos pensar um pouco na vida, refletir sobre o dia, mas a vontade de estar na internet, rodeado de pessoas, mesmo que seja através de um cabo de fibra ótica, nos vence, e deixamos a vida pra lá. E arranjamos tempo pra tudo e pra todos, e pra todas as atividades, mas pra nós mesmos, com nossa espiritualidade, com nossa consciencia e nosso coração, tem ficado cada vez mais espaçado, quando não totalmente inexistente...
A solidão não nos satisfaz mais, queremos o mundo a nossa volta, queremos tudo ao mesmo tempo, e mesmo quando a cabeça pede um tempo, não a obedecemos. E fico pensando, será que vamos aguentar tanta carga de tanta coisa ao mesmo tempo? Será que é ó o trabalho que stressa ou o mundo moderno também é stressante por si só? Será que nossa fome por mais pessoas, mais festas, mais tecnologia, não vai nos levar ao abismo psicológico?
Hoje consegui esse tempo pra ficar sozinha comigo mesma, mas vejam, estou aqui, na internet, escrevendo. E daqui a pouco, vou pra o mundo virtual da vida, porque senão, minha conversa comigo acaba numa bela noite de sono adiantada, tamanha é a agitação do cérebro, que clama por atividade, por informação, por saber mais e não perder um segundo. Quando terei meu próprio tempo? Vai saber... E você, quando terá o seu?
Olá, pessoal. Como vão?
Estava pensando na minha necessidade enorme de ficar sozinha comigo mesma-- vejam só, eu, que só pedia pra ter mais amigos, agora quero ficar só-- , necessidade que não tem sido satisfeita. E me lembrei do meu tempo de adolescente, onde eu não tinha internet, computador sequer, e me fechava no meu quarto, ouvindo música e pensando besteira.
E agora, com tanta tecnologia à disposição, tanta gente ao redor, fazendo tudo ao mesmo tempo, essa solidão tem sido tão rara, e ao mesmo tempo, tão necessária....
Quantas vezes precisamos pensar um pouco na vida, refletir sobre o dia, mas a vontade de estar na internet, rodeado de pessoas, mesmo que seja através de um cabo de fibra ótica, nos vence, e deixamos a vida pra lá. E arranjamos tempo pra tudo e pra todos, e pra todas as atividades, mas pra nós mesmos, com nossa espiritualidade, com nossa consciencia e nosso coração, tem ficado cada vez mais espaçado, quando não totalmente inexistente...
A solidão não nos satisfaz mais, queremos o mundo a nossa volta, queremos tudo ao mesmo tempo, e mesmo quando a cabeça pede um tempo, não a obedecemos. E fico pensando, será que vamos aguentar tanta carga de tanta coisa ao mesmo tempo? Será que é ó o trabalho que stressa ou o mundo moderno também é stressante por si só? Será que nossa fome por mais pessoas, mais festas, mais tecnologia, não vai nos levar ao abismo psicológico?
Hoje consegui esse tempo pra ficar sozinha comigo mesma, mas vejam, estou aqui, na internet, escrevendo. E daqui a pouco, vou pra o mundo virtual da vida, porque senão, minha conversa comigo acaba numa bela noite de sono adiantada, tamanha é a agitação do cérebro, que clama por atividade, por informação, por saber mais e não perder um segundo. Quando terei meu próprio tempo? Vai saber... E você, quando terá o seu?
segunda-feira, 23 de junho de 2014
O que é essa tal fidelidade?
Oi pessoal, tudo joia?
Hoje estavamos conversando, e o assunto foi fidelidade. Disseram-me o seguinte: a fidelidade não existe. Então, resolvi meter meu bedelho sobre o assunto, apesar de não manjar de relacionamentos.
O primeiro ponto é saber: o que é fidelidade: pra mim, fidelidade é abrir mão de desejos unicamente sexuais para viver um verdadeiro amor. Sim, porque eu acredito que não exista aquela fidelidade em que você não sente atração por mais ninguém nomundo, já que a atração é inerente ao mundo animal, que nós vivemos. Mas, se você abremão de viver esse desejo físico para se dedicar a uma pessoa, eu considero isso fidelidade sim.
Depois, acredito que se não há esse tipo de fidelidade é porque não há verdadeiro amor. Porque o amor de verdade renuncia, e não se desaba por qualquer desejo. Se nos deixamos levar por um desejo é porque não amamos. E se não amamos, pra quê continuar junto? Por gostar como amigo?
Acredito que isso é egoismo, porque quem gosta de verdade libera o outro para que encontre alguém que o ame como você não o ama. Mas prefere, por qualquer motivo, mantê-lo preso e mendigando por um amor que não existe.
Pode ser que minha opinião desagrade a muitos, mas é o que eu penso. Penso que o amor, seja de amigo ou de amante, é liberdade, é deixar ir, com confiança e com fidelidade, que eu acredito que exista sim. E se você não consegue ser fiel, libere seu parceiro, mesmo gostando dele, porque essa é a maior demonstração de sua amizade e seu carinho, deixar que o outro encontre seu verdadeiro amor, já que você não pode o ser.
Hoje estavamos conversando, e o assunto foi fidelidade. Disseram-me o seguinte: a fidelidade não existe. Então, resolvi meter meu bedelho sobre o assunto, apesar de não manjar de relacionamentos.
O primeiro ponto é saber: o que é fidelidade: pra mim, fidelidade é abrir mão de desejos unicamente sexuais para viver um verdadeiro amor. Sim, porque eu acredito que não exista aquela fidelidade em que você não sente atração por mais ninguém nomundo, já que a atração é inerente ao mundo animal, que nós vivemos. Mas, se você abremão de viver esse desejo físico para se dedicar a uma pessoa, eu considero isso fidelidade sim.
Depois, acredito que se não há esse tipo de fidelidade é porque não há verdadeiro amor. Porque o amor de verdade renuncia, e não se desaba por qualquer desejo. Se nos deixamos levar por um desejo é porque não amamos. E se não amamos, pra quê continuar junto? Por gostar como amigo?
Acredito que isso é egoismo, porque quem gosta de verdade libera o outro para que encontre alguém que o ame como você não o ama. Mas prefere, por qualquer motivo, mantê-lo preso e mendigando por um amor que não existe.
Pode ser que minha opinião desagrade a muitos, mas é o que eu penso. Penso que o amor, seja de amigo ou de amante, é liberdade, é deixar ir, com confiança e com fidelidade, que eu acredito que exista sim. E se você não consegue ser fiel, libere seu parceiro, mesmo gostando dele, porque essa é a maior demonstração de sua amizade e seu carinho, deixar que o outro encontre seu verdadeiro amor, já que você não pode o ser.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Qual meu papel no mundo?
Oi pessoal. Tudo joia?
Hoje estava analisando o quanto cobramos coisas dos políticos, o quanto aliás, só cobramos coisas dos políticos. E fiquei pensando: será que meu papel na sociedade é realmente só o de reclamar? será que não colaboro em nada pra que tudo continue como está? qual realmente meu papel na sociedade?
É claro que em muitas coisas, o político é o principal protagonista, como segurança pública, conserto de ruas, em dar educação e saúde para o povo. Mas, e o que fazemos com os benefícios que os políticos, nos dão, claro, não fazendo mais do que sua obrigação?
Por exemplo: existe o proune, onde basta a nota do ENEM para que o estudante de escola pública faça uma faculdade. Mas e eu, estudo para passar no ENEM e fazer uma faculdade?
O governo dá o bolsa tudo e junto vários cursos para que a pessoa comece a caminhar por suas próprias pernas. Mas eu realmente quero caminhar sozinho ou é mais cômodo depender do governo? Sendo assim, a culpa pela minha pobreza é minha ou do governo?
A prefeitura faz o recolhimento de lixo em dias certos em todas as ruas, noentanto, eu jogo qualquer coisa, a qualquer hora, nas ruas da cidade, sem me importar com o outro. Nesse caso, a sujeira da cidade é culpa de quem, minha ou do governo? Assim como quando jogam lixo no rio, a culpa das enchentes é minha ou do político?
E se vem a copa para o Brasil, e na época não faço nada contra, de repente, quando a copa já é confirmada, quero fazer mil protestos. Será que não fui conivente com a maldita copa?
Como vimos, os políticos, apesar de seu protagonismo, não agem sozinhos para que a sociedade se melhore. Nós, como cidadãos, temos papel primordial para que o mundo, o país, o estado, a cidade e nosso bairro sejam melhores. Basta que paremos apenas de reclamar do outro e façamos a parte que nos cabe para melhorar nosso pequeno mundinho.
E se o político não faz sua parte, mudemos isso ou através de manifestações pacíficas e de cara limpa ou através de nossa maior arma: o voto.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Carta ao amor da minha vida
Olá, pessoal. tudo joia?
Quero compartilhar pra vocês, ja que está pertinho do dia dos namorados -- que eu abomino, diga-se de passagem-- uma linda declaração de amor de um homem para o futuro amor de sua vida. Espro q gostem.
PS: o abomino foi pura dor de cotovelo... hahahaha.
De verdade, meu bem, eu não acredito que você exista. Mas cheguei à conclusão de que, se não for por amor, que seja por você.
Que eu te encontre num dia ensolarado, nublado, chuvoso, com névoa e te diga alguma coisa. Que eu te reconheça no momento exato em que puser meus olhos
em você. E que você saiba que houve um encontro ali. Que você esteja vestida de vermelho, amarelo, azul, verde, preto e branco. Que você me ache engraçadinho,
pelo menos. Quem sabe tímido, quem sabe babaca demais, quem sabe charmoso, quem sabe eu nem te chame a atenção. Mas que você me veja com bons olhos e eles
encontrem os meus. Que eu acerte a cor dos seus olhos numa brincadeira qualquer. E que aí você perceba o quanto eu te enxergo em tão pouco tempo. Que você
seja amiga de algum amigo, ou a gerente do banco, ou a colega de faculdade, ou a menina bonita da balada, ou filha da amiga da minha mãe. Que você se encante
comigo de alguma maneira. Que você se permita me conhecer melhor e saber que eu sou legal, ou que sou interessante, ou que não tenho nada a acrescentar
a você, ou que eu sou um completo egoísta, ou que eu tenho um blog bacana que fala dessas coisas bonitas que as pessoas acreditam. Mas que você não seja
um ponto final. Que seja as aspas, as reticências, o parágrafo, o travessão. Que você seja.
Que você saiba como eu sou complicado, ou que eu sou desajeitado, ou que eu sei dançar muito bem, ou que eu piso no seu pé porque não sei andar em linha
reta, ou que eu detesto o cheiro de queijo ralado. Mas que você decida ficar e me conhecer mais, seja por curiosidade ou porque acha que pode se encontrar
no meio da minha bagunça. Que a gente se conheça aos poucos, aos muitos, aos tantos, aos beijos, aos toques, aos olhares, aos filmes de fim de tarde, aos
cheiros de perfume novo, aos dias de dormir de conchinha, aos minutos de ligações intermináveis. Que você possa contar comigo, possa dormir comigo, possa
brigar comigo. Que você não se arrependa naqueles momentos em que a gente questiona o amor, que você tenha orgulho de me mostrar pras suas amigas e que
elas tenham inveja de você. Que eu possa te trazer café na cama, te dar um beijo de surpresa, te ver sem maquiagem, te morder até você ficar sem graça.
Que eu não seja odiado pelos seus pais, que eles não me chamem de filho, que seu irmão torça pro mesmo time que eu. Que você me queira como pai dos seus
filhos, que você se orgulhe de mim, que você esteja linda quando entrar na igreja.
Que eu possa te fazer sonhar. Que eu possa realizar os teus maiores sonhos e te consolar caso alguma coisa dê errado no meio do caminho. Que eu não saia
nunca do seu lado, nem quando você pedir. Que os seus dias de TPM sejam lembrados com risadas e justifiquem aqueles quilos a mais que você ganhar com o
brigadeiro. Que você chore bastante. Chore de rir, chore de saudades, chore de alegria. Que eu possa garantir que você não vai se machucar. Que o nosso
filho tenha os seus olhos, a sua boca, o seu nariz. Que ele me lembre todos os dias de você. Que a gente caia um pouco na rotina e não mude por isso. Que
a gente saia da rotina e se encante com algumas aventuras de vez em quando. Que a gente saiba reconhecer o valor da companhia do outro. Que eu te ame como
nunca amei ninguém e que você me modifique da maneira que o seu amor quiser.
Mais importante que isso tudo: que você exista. E que não demore tanto pra chegar na minha vida.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Livro em braille tem contos de escritores famosos e não será lançado em tinta
Imagine chegar a uma livraria e descobrir que saiu um livro com crônicas inéditas de alguns dos seus escritores favoritos. Imagine também que você não poderá ler esses contos porque estão escritos em braille – e você não lê braille.
Mônica Vasconcelos
A Fundação Dorina Nowill acaba de lançar este livro. “Palavras Invisíveis” traz crônicas de Luis Fernando Verissimo, Lya Luft, Eliane Brum, Ivan Martins, Fabrício Carpinejar, Martha Medeiros, Tati Bernardi, Carlos de Britto e Mello, Antônio Prata e Estevão Azevedo.
O livro não será lançado em tinta. A ideia é fazer com que o público vivencie uma experiência corriqueira na vida de pessoas com deficiência visual: a exclusão. E que dessa vivência surja um resultado positivo: que o público reflita e comece a pensar – e agir – de forma mais inclusiva.
No Brasil, 95% dos livros publicados não são lançados em formatos acessíveis - como áudio, Daisy (Digital Accessible Information System), fonte ampliada e braille, por exemplo.
Além da versão em braille, “Palavras Invisíveis” também está disponível em vídeos no YouTube. Neles, pessoas com deficiência visual leem as crônicas para a câmera.
Como um convite à reflexão sobre o significado do conceito de inclusão, o livro “Palavras Invisíveis” de fato cumpre um papel – até mesmo por suas limitações.
Sem uma versão do texto em tinta ou em formato digital e sem a disponibilização de um vídeo em Libras (Língua Brasileira de Sinais) a iniciativa exclui, por exemplo, as pessoas com deficiência auditiva. Estas não terão acesso ao conteúdo em braille nem ao vídeo com áudio oferecido no YouTube - que, por sinal, também não permite leitura labial, já que a câmera muitas vezes deixa de focar o rosto da pessoa que lê para mostrar suas mãos sobre o livro em braille.
A assessora de imprensa da Fundação Dorina Nowill, Priscila Saraiva, disse que comentários e sugestões são bem-vindos. Ela explicou que a Fundação recebeu ofertas de outros escritores interessados em participar de um segundo volume de contos, o que criaria oportunidades para que as sugestões fossem incorporadas.
Formatos alternativos
“Palavras Invisíveis” busca provocar o público de maneira positiva e inteligente. E, ao fazer isso, o projeto também ressalta quão incipiente é a discussão sobre inclusão no Brasil.
"No Brasil, avançamos nas leis, nas políticas, mas não temos prática social inclusiva, especialmente na comunicação. Cardápios em bares, guias turísticos, filmes, livros", disse à BBC Brasil a jornalista e escritora Cláudia Werneck, fundadora da ONG de fomento à inclusão Escola de Gente.
Autora de vários livros sobre inclusão, Werneck diz que é nessa área – acessibilidade na comunicação – que ocorrem as mais graves formas de discriminação.
"Sem acessibilidade na comunicação, as pessoas com deficiência não podem ter acesso à informação, não podem se expressar, acompanhar o debate político, expressar modos de vida e saberes para contribuir com a evolução humana na sociedade. A exclusão gera atraso em processos políticos, econômicos, sociais. Não temos acesso a conteúdos privilegiados. Porque o saber a ser oferecido por pessoas com deficiência é de extrema importância e a sociedade precisa receber esse saber como algo indispensável ao seu conhecimento, não como algo que emociona e faz chorar."
¤
Fonte: http://www.saci.org.br
Mônica Vasconcelos
A Fundação Dorina Nowill acaba de lançar este livro. “Palavras Invisíveis” traz crônicas de Luis Fernando Verissimo, Lya Luft, Eliane Brum, Ivan Martins, Fabrício Carpinejar, Martha Medeiros, Tati Bernardi, Carlos de Britto e Mello, Antônio Prata e Estevão Azevedo.
O livro não será lançado em tinta. A ideia é fazer com que o público vivencie uma experiência corriqueira na vida de pessoas com deficiência visual: a exclusão. E que dessa vivência surja um resultado positivo: que o público reflita e comece a pensar – e agir – de forma mais inclusiva.
No Brasil, 95% dos livros publicados não são lançados em formatos acessíveis - como áudio, Daisy (Digital Accessible Information System), fonte ampliada e braille, por exemplo.
Além da versão em braille, “Palavras Invisíveis” também está disponível em vídeos no YouTube. Neles, pessoas com deficiência visual leem as crônicas para a câmera.
Como um convite à reflexão sobre o significado do conceito de inclusão, o livro “Palavras Invisíveis” de fato cumpre um papel – até mesmo por suas limitações.
Sem uma versão do texto em tinta ou em formato digital e sem a disponibilização de um vídeo em Libras (Língua Brasileira de Sinais) a iniciativa exclui, por exemplo, as pessoas com deficiência auditiva. Estas não terão acesso ao conteúdo em braille nem ao vídeo com áudio oferecido no YouTube - que, por sinal, também não permite leitura labial, já que a câmera muitas vezes deixa de focar o rosto da pessoa que lê para mostrar suas mãos sobre o livro em braille.
A assessora de imprensa da Fundação Dorina Nowill, Priscila Saraiva, disse que comentários e sugestões são bem-vindos. Ela explicou que a Fundação recebeu ofertas de outros escritores interessados em participar de um segundo volume de contos, o que criaria oportunidades para que as sugestões fossem incorporadas.
Formatos alternativos
“Palavras Invisíveis” busca provocar o público de maneira positiva e inteligente. E, ao fazer isso, o projeto também ressalta quão incipiente é a discussão sobre inclusão no Brasil.
"No Brasil, avançamos nas leis, nas políticas, mas não temos prática social inclusiva, especialmente na comunicação. Cardápios em bares, guias turísticos, filmes, livros", disse à BBC Brasil a jornalista e escritora Cláudia Werneck, fundadora da ONG de fomento à inclusão Escola de Gente.
Autora de vários livros sobre inclusão, Werneck diz que é nessa área – acessibilidade na comunicação – que ocorrem as mais graves formas de discriminação.
"Sem acessibilidade na comunicação, as pessoas com deficiência não podem ter acesso à informação, não podem se expressar, acompanhar o debate político, expressar modos de vida e saberes para contribuir com a evolução humana na sociedade. A exclusão gera atraso em processos políticos, econômicos, sociais. Não temos acesso a conteúdos privilegiados. Porque o saber a ser oferecido por pessoas com deficiência é de extrema importância e a sociedade precisa receber esse saber como algo indispensável ao seu conhecimento, não como algo que emociona e faz chorar."
¤
Fonte: http://www.saci.org.br
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Algumas coisas não mudam
Bom dia, pessoal, tudo joia? Por aqui, apesar do frio e do tempo fechado, tudo maravilhoso!
Hoje vim falar sobre mim, sobre quantas mudanças ocorreram na minha vida desde que comecei a postar aqui. Mas tem coisas que nunca mudam, que eu gostaria que mudassem, mas que não mudam.
Quando entrei no mundo do diário virtual, era uma guria sozinha, triste, com medo do mundo. Retraída, quase não conseguia fazer amigos. Usava esse local pra desabafar, pra falar com os desconhecidos o que não conseguia falar com minha familia.
Tinha meus motivos pra ser assim, não era à toa que eu me portava dessa maneira. Mas o blog me servia como forma de desabafar.
De um tempo pra cá, estou me tratando com remédios. Conheci alguém legal, que me fez me valorizar como pessoa, que me valorizou e me valoriza pelas minhas qualidades. Me mostrou que eu posso ser muito melhor do que eu sou.
Fixz concurso, comecei a trabalhar e me tornei muito melhor do que eu era. Me tornei mais extrovertida, mais alegre, mais espontânea. Tanto que pouco posto sobre mim agora por aqui. Estou me tratando para uma doença muscular, e está dando resultados. Enfim, não há motivos para infelicidade.
Mas algumas coisas não mudam, como a minha predisposição para os amores platônicos. E adoro a pessoa, por que ela me faz bem, nem penso em me afastar, nem penso em ficar longe.
Mas fico pensando: será que eu preciso me tratar?
Não é normal alguém gostar de alguém por tanto tempo, sem tocar, sem qualquer contato... Daí estou escrevendo para perguntar: o que vocês acham? Será que to ficando louca? Só pode!
Beijos a todos e um ótimo fim de semana!
Hoje vim falar sobre mim, sobre quantas mudanças ocorreram na minha vida desde que comecei a postar aqui. Mas tem coisas que nunca mudam, que eu gostaria que mudassem, mas que não mudam.
Quando entrei no mundo do diário virtual, era uma guria sozinha, triste, com medo do mundo. Retraída, quase não conseguia fazer amigos. Usava esse local pra desabafar, pra falar com os desconhecidos o que não conseguia falar com minha familia.
Tinha meus motivos pra ser assim, não era à toa que eu me portava dessa maneira. Mas o blog me servia como forma de desabafar.
De um tempo pra cá, estou me tratando com remédios. Conheci alguém legal, que me fez me valorizar como pessoa, que me valorizou e me valoriza pelas minhas qualidades. Me mostrou que eu posso ser muito melhor do que eu sou.
Fixz concurso, comecei a trabalhar e me tornei muito melhor do que eu era. Me tornei mais extrovertida, mais alegre, mais espontânea. Tanto que pouco posto sobre mim agora por aqui. Estou me tratando para uma doença muscular, e está dando resultados. Enfim, não há motivos para infelicidade.
Mas algumas coisas não mudam, como a minha predisposição para os amores platônicos. E adoro a pessoa, por que ela me faz bem, nem penso em me afastar, nem penso em ficar longe.
Mas fico pensando: será que eu preciso me tratar?
Não é normal alguém gostar de alguém por tanto tempo, sem tocar, sem qualquer contato... Daí estou escrevendo para perguntar: o que vocês acham? Será que to ficando louca? Só pode!
Beijos a todos e um ótimo fim de semana!
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