sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Emprestado

Oi pessoal. como estão?
Hoje venho postar um texto de autoria de minha irmã, Cristiely Lopes, que condiz com tudo que andei pensando enquanto estive em férias.

Quando estive em férias a 3 anos atrás, todas minhas amigas da cidade onde eu estava eram solteiras, sem filhos e liver pra voar e nos divertirmos juntas. Esse ano, quando voltei, estavam todas casadas, a maioria com filhos, e não assim tão livres pra voar. E o que guardo daquele tempo são as saudades e a lembrança, além é claro da certeza de ser a solteirona do grupo.
E o texto escrito pela mana nos lembra que tudo em nossa vida é emprestado, inclusive os bons momentos. E que devemos aproveitá-los ao máximo. Vamos a ele:
Emprestado








Uso este computador e esta conexão para escrever, estudar e me comunicar com amigos. Os amigos que conversamos hoje podemos não conviver amanhã por diversos motivos, entre os quais incluo casar, mudar-se ou ganhar na mega-cena.



As roupas, o dinheiro, a convivência familiar, as viagens, os amores a vida e a morte: tudo é temporário e emprestado. Temporário porque nada é para sempre, exceto o espírito e os sentimentos; emprestado pelo simples fato que nada, muito menos a terra que habitamos é nossa.



A vida tem se mostrado tão intensa em sua excência, que torna-se importante cultivar tanto o temporário, quanto o emprestado e o eterno. É no espírito que levaremos as marcas do que fizemos, é onde tudo sobre nós irá transparecer positiva ou negativamente.



As pessoas e os bens materiais vão e vem em uma velocidade maior que a publicação desse texto. E o que você fez com tudo isso que lhe foi emprestado?



Se ama o próximo e faz-se presente em sua vida, usa os bens materiais de forma responsável e é racional na linha tênue do amor e da frieza, certamente você é feliz. Se alguma dessas coisas você exagerou, talvez sofra pelo apego ou esteja sendo frio demais, consumista ou mão fechada, rancoroso ou sem atitude,
sentimental demais ou racional ao extremo. Qual lembrança vai ter dos empréstimos concedidos??

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Nova lei do superavit, como funciona?

Olá, pessoal. Como vão?
Hojevim falar sobre algo que está em pauta: a nova lei dadiminuição do superavit primário. Quando vi na tv, ondenão foi muito bem explicado o assunto, fui a primeira a discordar, por achar que era um atestado de falencia, porém, depois de ler mais sobre o assunto, mudei um pouco meu pensamento.
Não quero aqui mudar a opinião de ninguém, apenas tenho como objetivo explicar o tema para que, baseado em fatos concretos, todos tenhamos uma opinião melhor formada.
O superavit é feito através da média entre as despesas e as receitas do governo. O lucro é o superavit, o prejuizo, se houver, é o déficit. Pela lei atual, os investimentos dos governos como o PAC e os insentivos fiscais consedidos às empresas, eram contados como despesas, e não investtimentos. De acordo com a mudança aprovada essa madrugada, eles passaram a contar como investimentos do governo.
Administrativamente falando é mais ou menos o seguinte: uma empresa tem um lucro e se utiliza dele para investir em treinamento, novas tecnologias para melhorá-la, dentre outras coisas que, mais tarde, irão dar retornos financeiros. A curto praso, isso não é bom, pois isso significa que a empresa ou o poder público não tinha dinheiro suficiente para esses investimentos; a longo praso, mais tarde isso irá dar um retorno financeiro talvez ainda maiordo que foi gasto, como novos empregos, uma vida economicamente melhor à populaçãomais pobre,entrada de novas empresas no país.
Por outro lado, os investidores de outros países, que tem uma visão de curto praso, podem perder a confiança no país e o risco brasil, ou seja, a confiança desses investidores no país, pode acabar se quebrando.
A partir dessas informaç~ões, espero ter dado pelo menos uma base do que significa essa nova lei. Não sei se consegui me explicar claramente, mas qualquer coisa, podem perguntar.

sábado, 22 de novembro de 2014

I'm going back to the start

Olá, pessoal, como vão? Devem estar se perguntando, por que o titulo do texto em inglês, e o que ele significa?
O motivo de ele ser em inglês é por ser um pedacinho de uma música que adoro, chamada the scientist, do cold play, e significa "eu estou voltando ao começo". E por que essa frase tão profunda?
Toda minha vida, tenho feito de tudo para ela ter uma continuidade, e não para ela voltar para trás, mas o fato é que nunca consigo. Eu sempre preciso voltar ao começo, e esse é um desses momentos. Momento de me conhecer melhor de novo, de mudar atitudes, pra ver se, dessa vez, a vida tenha uma continuidade, e não um retrocesso.
Nesses dias, aprendi que sou controladora, gosto de tudo que esteja dentro do meu controle, sem sair do lugar. Sou meio egoista, gosto que os outros entrem no meu mundo, e não entro no mundo de ninguém. E sou egocentrista, tudo gira a minha volta. E tenho a consciencia de que para que algo mude na minha vida, e para que ela tenha continuidade, preciso mudar essa parte.
Mas tomar consciencia disso já é um bom começo, e principalmente, tentar mudar isso é o passo principal. Espero, da próxima vez que aqui entrar, dizer que minha vida continuou, e não que estou de volta ao começo outra vez.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mulheres com deficiencia no mercado de trabalho


Olá, pessoal, como estão?
Hoje venho publicar uma matéria que saiu na Rede Saci, que vem confirmar minha teoria. Nessa matéria, fala sobre uma pesquisa do IBGE que nos mostra que as mulheres com deficiencia tem menos chance de entrar no mercado de trabalho do que mulheres com deficiencia. Além disso, as mulheres com deficiencias mais severas tem chances ainda mais reduzidas.
Espero que essa matéria sirva como estudo para alguém que como eu, um dia precisaram de material para estudo e não encontraram.

Mulheres com deficiência têm maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho do que os homens.


Da RedaçãoMulheres com deficiência têm maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho do que os homens, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (31). A participação das pessoas sem nenhuma deficiência, com idades entre 16 a 64 anos, na população economicamente ativa é de 81,8% dos homens e 61,1% das mulheres. Se têm alguma deficiência, essa proporção cai para 56,4%, entre homens, e 43,1%, entre mulheres.

Mulheres com deficiência motora severa ou intelectual tem a menor participação na população economicamente ativa: 34,8% e 20 8%, respectivamente. As maiores participações de mulheres nessa situação foram encontradas em Palmas (54,5%), Brasília (54,1%) e Macapá (53,7%).

No Brasil, das 45,6 milhões de pessoas (23,9% da população total), que têm algum tipo de deficiência, 25,8 milhões são mulheres (26,5% da população feminina) e 19,8 milhões são homens (21,2% da população masculina). Em termos de deficiência “severa” (as que declararam ter “grande dificuldade” ou “não consegue de modo algum” enxergar, ouvir ou caminhar/subir escadas) ou deficiência mental/intelectual, foram identificadas 12,8 milhões de pessoas (6,7% da população total), sendo 7,1 milhões de mulheres (7,3% da população feminina) e 5,7 milhões de homens (6,1% da população masculina).

Com o envelhecimento da população – principalmente a feminina -, a proporção de pessoas idosas com deficiência severa é maior: 29% das mulheres com 65 anos ou mais e 24,8% dos homens na mesma faixa etária. O acesso à escola é um dos grandes desafios a ser enfrentado pelos governos. Enquanto 97% das crianças de 6 a 14 anos, sem deficiência, frequentam a escola; esse índice caiu drasticamente para as que têm deficiência motora severa (somente 67,6% dos meninos e 69,7% das meninas nessa faixa etária vão à escola).

Fonte: Diário de Pernambuco

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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Um diferente olhar sobre a beleza.


Olá, pessoal. Como vão?
Faz tempo que não faço publicações no blog. E dessa vez, vou publicar sobre algo que conheço bem, sobre a vaidade entre as mulheres cegas. Muita gente se pergunta como somos vaidosas, como nos arrumamos sendo cegas... E vai aqui minha explicação, através de uma menina que ficou cega e que, antigamente, se fazia essa pergunta.
Faço minhas todas as palavras dela, sem ressalva alguma.O texto é retirado da rede saci, do dia 13 de outubro de 2014.

 VAIDADE ALÉM DO ESPELHO
Rede Saci
13/10/2014
por Daniela Kovács, palestrante, especialista em Direito do Trabalho pela PUC/SP, chefe da acessibilidade do TRT/SP
Daniela Kovács
A possibilidade de cegar já me fez perder a vaidade, pensava que se deixaria de ver era porque o externo não tinha a menor importância.
Imagine não se ver. Será que o externo não perderia a importância para você?
Eu já pensei assim. Quem sabe para minimizar a dor, entender a cegueira. Estava a um passo da depressão, quando deixamos de nos gostar, de nos cuidar.
Tive medo do desconhecido, da cegueira, do escuro. Não entendia como eu poderia me sem tir bonita, sem me ver. Hoje sei que a vaidade é essencial e vai além do espelho. É imprescindível à autoestima.
Posso escolher minhas roupas, se não puder vê-las, sentirei o tecido, o corte, perguntarei a cor. Vaidosa sim, e feliz. Aprendi a me cuidar de outra forma.
Descobri recentemente a possibilidade de me auto-maquiar, mesmo sem enxergar, me fez tão bem. Passei a me sentir mais bonita e confiante.
Aprendi que a beleza é um estado de espírito e vem de dentro para fora. Quando me sinto bonita, sou bonita, e será assim que as outras pessoas irão me ver.
Eu pensei um dia que o fato de não enxergar e não conseguir conferir e corrigir minha própria maquiagem era uma barreira intransponível. Descobri que o primeiro passo para conseguir algo, seja o que for, é tentar e acreditar. E se eu consegui todas conseguem.
Já dei até dicas de maquiagem na internet, ensinando, passo a passo, como fazer. E um dos meus projetos é um curso de maquiagem para meninas com deficiência visual.
Despertei para a beleza, mesmo sem me ver. Na verdade a perda da visão contribuiu para que eu me tornasse mais vaidosa, prestando atenção na maquiagem, num acessório, sapatos bonitos (com salto grosso de preferência, pois a perda da visão influencia no equilíbrio), bolsas, chapéus, lenços, cores (hoje que não vejo gosto mais de cor-de-rosa que antes). E, quem diria, conheci o mundo da moda, depois que perdi a visão e assim cheguei às passarelas, ou melhor chegamos, o Basher, meu cão guia, e eu. Desfilar, para mim, significou muito, foi como dizer a quem está passando por um processo de perda não desista, acredite em você.
E para não faltar com a verdade, confesso aqui que quando criança fiz um curso de modelo e manequim, com direito a ensaio na passarela e tudo. Só que meu primeiro contato com o mundo fashion não foi lá muito bom, derrubei minha amiguinha de cima da passarela enquanto ensaiávamos, acho que não a vi.
Tenho baixa visão desde criança, ou seja: enxergo pouco desde que nasci. Mas nunca havia aceitado que não enxergava, até o dia em que piorei bastante, de uma hora para outra.
Antes tropeçava e disfarçava, fingia que enxergava a lousa na escola ou algo que estivesse longe. Criei alguns mecanismos de disfarce, como um sorriso ou desviar o olhar e o mais engraçado é que nem eu mesma percebia tudo isso.
Numa noite estava trabalhando, eram quase onze e meia, fui dormir, exausta, continuaria no dia seguinte e não pude, quando acordei não via.
Hoje brinco dizendo que deve ter sido castigo porque ninguém tem de levar serviço para casa no final de semana e trabalhar a essa hora da noite numa sexta-feira, ainda mais analisando processo judicial. E essa brincadeira mostra bem que o tempo modifica tudo. Embora tenha sido muito difícil passar por esse processo de perda severa da visão hoje agradeço a Deus que ele tenha acontecido, porque como minhas limitações passaram a ser maiores tive de aprender a lidar com coisas que eu conseguia esconder até então.
Eu nunca tinha conviviido com pessoas com deficiência, jamais havia dito a alguém que eu não enxergava; na verdade eu nunca havia me aceitado. Descobri que quando não nos aceitamos vivemos num processo de constante agressão a nós mesmos.
A deficiência visual me ensinou muitas coisas, a desenvolver a humildade necessária para pedir ajuda constantemente e, principalmente, a olhar para o lado e perceber que haviam dores e dificuldades maiores que a minha, sempre há. E assim descobri razão para a minha vida e passei a lutar pela inclusão social de pessoas com todo tipo de deficiência, essa foi a tese da minha especialização A INCLUSÃO NO TRABALHO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA e é com isso que trabalho hoje.
Não é a toa que no mundo jurídico o trabalho é chamado de direito fundamental. É através dele que o ser humano resgata a sua cidadania. Mas a inclusão social da pessoa com deficiência vai muito além, passando, inclusive, pelo mundo da moda e da beleza.
Um novo olhar para o belo me ensinou que a vaidade não é uma coisa ruim, como muitos pensam, nos cuidar e nos valorizar é o verdadeiro significado do autoamor.

sábado, 27 de setembro de 2014

Incluindo os excluidos

Olá, pessoal. Como vão? Hoje vim falar sobre um assunto que está muito em voga no momento: a inclusão das minorias nas novelas globais. Será que toda a minoria está sendo realmente incluida? Vou opinar sobre isso.
Os homossexuais estão sendo muito incluidos nas novelas globais, assim como os negros, que deixaram de fazer o papel do favelado ou da doméstica para ganharem papel de destaque. E eu acho isso maravilhoso, pois não podemos mais fingir que os homossexuais não existem ou que os negros não ocuparam lugar de destaque na sociedade. Os homossexuais já estão em número grande na sociedade, e me arrisco a dizer que a maior parte das pessoas tem um gay na familia.
Mas acredito que não são todas as minorias que está sendo incluida. Por exemplo, por que não colocar um deficiente em toda a novela? A  final de contas, 24% das pessoas tem algum tipo de deficiencia, ou seja, boa parte das pessoas tem um deficiente na familia. Mas não o deficiente que se supera, e blablabla, aquela coisinha piegas que todo mundo faz, mas o deficiente como uma pessoa normal, que trabalha, namora...
Acredito que só mostrando o deficiente na midia, sem pieguismo, é que as pessoas irãoo achar mais "normal" a convivencia com um deficiente, perceberão que somos pessoas iguais às outras, que podemos fazer de tudo e um bom pouco mais. Assim como perceberam que o homossexual não é apenas uma pessoa escandalosa e promiscoa, como se dizia antes, mas é uma pessoa que sofre, ama e vive igual a todo mundo, apenas com uma opção sexual diferente.
A  midia tem um papel de esclarecer a sociedade sobre os mais variados temas, e quando se propões a fazê-lo, presta um serviço de grande importância. Então, tá na hora de fazer con que esse papel seja cumprido  também com relação ao deficiente.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Orgulho de ser gaúcho, será?

Olá, pessoal. Tudo joia? Hoje vim falar de algo que antes eu tinha, mas diante dos acontecimentos, está abalado: o meu orgulho de ser gaucha.
Percebi, com os ultimos acontecimentos, que o gaúcho se assemelha sim ao europeu, como tanto gosta de pregar, até nas piores coisas, como o racismo, por exemplo. E não falo apenas do caso isolado da torcida gremista, mas por tudo que vejo. Em muitas regiões do estado, ser negro é como ter o atestado pra ser humilhado. A intolerância com a raça que ajudou a construir o país é uma coisa muito triste.
E o preconceito não está apenas nas ofenças diretas, mas está nas piadinhas sem graça, nos olhares desconfiados para um negro, entre mil outras coisas.
E o  recente caso de intolerância com homossexuais foi a gota d'água para abalar meu orgulho gauchesco. Em primeiro lugar, por que os gays não podem usufruir de um centro de tradições gaúchas, como qualquer outra pessoa? A  final de contas, é pessoa igual a qualquer outra, que tem  os mesmos gostos e anseios que todos nós.
Mas sem entrar nesse mérito, pois até entendo que alguém não aceite a homossexualidade, por questão de conflito de gerações, de costumes arraigados. E seria até preconceito obrigar alguém a aceitar algo com a qual não está acostumado. Mas diferente de aceitar é tolerar.
Por que tinha que colocar fogo no CTG, que diga-se de passagem, nem faz mais parte do movimento de tradições gaúchas a 8 anos? O que quer se provar com isso? Que macho que é macho não aceita essas coisas? O que muda na vida dessa pessoa fazer um casamento gay no ctg, no bar da esquina, ou em qualquer outro lugar? Não, nada disso, é apenas pra mostrar que gaúcho que é gaúcho combate essa gente, como diria um certo candidato a deputado gaúcho.

Diante disso e com a proximidade da semana farroupilha, não festejarei mais o evento com o mesmo orgulho e amor de antes, pois na minha opinião, o gaúcho se tornou o povo mais egocentrista, intolerante e irracional que há no país. E é com muita tristeza que constato isso. Espero que a nova geração de gauchinhos seja bem melhor do que essa. Oremos!