segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mulheres com deficiencia no mercado de trabalho


Olá, pessoal, como estão?
Hoje venho publicar uma matéria que saiu na Rede Saci, que vem confirmar minha teoria. Nessa matéria, fala sobre uma pesquisa do IBGE que nos mostra que as mulheres com deficiencia tem menos chance de entrar no mercado de trabalho do que mulheres com deficiencia. Além disso, as mulheres com deficiencias mais severas tem chances ainda mais reduzidas.
Espero que essa matéria sirva como estudo para alguém que como eu, um dia precisaram de material para estudo e não encontraram.

Mulheres com deficiência têm maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho do que os homens.


Da RedaçãoMulheres com deficiência têm maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho do que os homens, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (31). A participação das pessoas sem nenhuma deficiência, com idades entre 16 a 64 anos, na população economicamente ativa é de 81,8% dos homens e 61,1% das mulheres. Se têm alguma deficiência, essa proporção cai para 56,4%, entre homens, e 43,1%, entre mulheres.

Mulheres com deficiência motora severa ou intelectual tem a menor participação na população economicamente ativa: 34,8% e 20 8%, respectivamente. As maiores participações de mulheres nessa situação foram encontradas em Palmas (54,5%), Brasília (54,1%) e Macapá (53,7%).

No Brasil, das 45,6 milhões de pessoas (23,9% da população total), que têm algum tipo de deficiência, 25,8 milhões são mulheres (26,5% da população feminina) e 19,8 milhões são homens (21,2% da população masculina). Em termos de deficiência “severa” (as que declararam ter “grande dificuldade” ou “não consegue de modo algum” enxergar, ouvir ou caminhar/subir escadas) ou deficiência mental/intelectual, foram identificadas 12,8 milhões de pessoas (6,7% da população total), sendo 7,1 milhões de mulheres (7,3% da população feminina) e 5,7 milhões de homens (6,1% da população masculina).

Com o envelhecimento da população – principalmente a feminina -, a proporção de pessoas idosas com deficiência severa é maior: 29% das mulheres com 65 anos ou mais e 24,8% dos homens na mesma faixa etária. O acesso à escola é um dos grandes desafios a ser enfrentado pelos governos. Enquanto 97% das crianças de 6 a 14 anos, sem deficiência, frequentam a escola; esse índice caiu drasticamente para as que têm deficiência motora severa (somente 67,6% dos meninos e 69,7% das meninas nessa faixa etária vão à escola).

Fonte: Diário de Pernambuco

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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Um diferente olhar sobre a beleza.


Olá, pessoal. Como vão?
Faz tempo que não faço publicações no blog. E dessa vez, vou publicar sobre algo que conheço bem, sobre a vaidade entre as mulheres cegas. Muita gente se pergunta como somos vaidosas, como nos arrumamos sendo cegas... E vai aqui minha explicação, através de uma menina que ficou cega e que, antigamente, se fazia essa pergunta.
Faço minhas todas as palavras dela, sem ressalva alguma.O texto é retirado da rede saci, do dia 13 de outubro de 2014.

 VAIDADE ALÉM DO ESPELHO
Rede Saci
13/10/2014
por Daniela Kovács, palestrante, especialista em Direito do Trabalho pela PUC/SP, chefe da acessibilidade do TRT/SP
Daniela Kovács
A possibilidade de cegar já me fez perder a vaidade, pensava que se deixaria de ver era porque o externo não tinha a menor importância.
Imagine não se ver. Será que o externo não perderia a importância para você?
Eu já pensei assim. Quem sabe para minimizar a dor, entender a cegueira. Estava a um passo da depressão, quando deixamos de nos gostar, de nos cuidar.
Tive medo do desconhecido, da cegueira, do escuro. Não entendia como eu poderia me sem tir bonita, sem me ver. Hoje sei que a vaidade é essencial e vai além do espelho. É imprescindível à autoestima.
Posso escolher minhas roupas, se não puder vê-las, sentirei o tecido, o corte, perguntarei a cor. Vaidosa sim, e feliz. Aprendi a me cuidar de outra forma.
Descobri recentemente a possibilidade de me auto-maquiar, mesmo sem enxergar, me fez tão bem. Passei a me sentir mais bonita e confiante.
Aprendi que a beleza é um estado de espírito e vem de dentro para fora. Quando me sinto bonita, sou bonita, e será assim que as outras pessoas irão me ver.
Eu pensei um dia que o fato de não enxergar e não conseguir conferir e corrigir minha própria maquiagem era uma barreira intransponível. Descobri que o primeiro passo para conseguir algo, seja o que for, é tentar e acreditar. E se eu consegui todas conseguem.
Já dei até dicas de maquiagem na internet, ensinando, passo a passo, como fazer. E um dos meus projetos é um curso de maquiagem para meninas com deficiência visual.
Despertei para a beleza, mesmo sem me ver. Na verdade a perda da visão contribuiu para que eu me tornasse mais vaidosa, prestando atenção na maquiagem, num acessório, sapatos bonitos (com salto grosso de preferência, pois a perda da visão influencia no equilíbrio), bolsas, chapéus, lenços, cores (hoje que não vejo gosto mais de cor-de-rosa que antes). E, quem diria, conheci o mundo da moda, depois que perdi a visão e assim cheguei às passarelas, ou melhor chegamos, o Basher, meu cão guia, e eu. Desfilar, para mim, significou muito, foi como dizer a quem está passando por um processo de perda não desista, acredite em você.
E para não faltar com a verdade, confesso aqui que quando criança fiz um curso de modelo e manequim, com direito a ensaio na passarela e tudo. Só que meu primeiro contato com o mundo fashion não foi lá muito bom, derrubei minha amiguinha de cima da passarela enquanto ensaiávamos, acho que não a vi.
Tenho baixa visão desde criança, ou seja: enxergo pouco desde que nasci. Mas nunca havia aceitado que não enxergava, até o dia em que piorei bastante, de uma hora para outra.
Antes tropeçava e disfarçava, fingia que enxergava a lousa na escola ou algo que estivesse longe. Criei alguns mecanismos de disfarce, como um sorriso ou desviar o olhar e o mais engraçado é que nem eu mesma percebia tudo isso.
Numa noite estava trabalhando, eram quase onze e meia, fui dormir, exausta, continuaria no dia seguinte e não pude, quando acordei não via.
Hoje brinco dizendo que deve ter sido castigo porque ninguém tem de levar serviço para casa no final de semana e trabalhar a essa hora da noite numa sexta-feira, ainda mais analisando processo judicial. E essa brincadeira mostra bem que o tempo modifica tudo. Embora tenha sido muito difícil passar por esse processo de perda severa da visão hoje agradeço a Deus que ele tenha acontecido, porque como minhas limitações passaram a ser maiores tive de aprender a lidar com coisas que eu conseguia esconder até então.
Eu nunca tinha conviviido com pessoas com deficiência, jamais havia dito a alguém que eu não enxergava; na verdade eu nunca havia me aceitado. Descobri que quando não nos aceitamos vivemos num processo de constante agressão a nós mesmos.
A deficiência visual me ensinou muitas coisas, a desenvolver a humildade necessária para pedir ajuda constantemente e, principalmente, a olhar para o lado e perceber que haviam dores e dificuldades maiores que a minha, sempre há. E assim descobri razão para a minha vida e passei a lutar pela inclusão social de pessoas com todo tipo de deficiência, essa foi a tese da minha especialização A INCLUSÃO NO TRABALHO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA e é com isso que trabalho hoje.
Não é a toa que no mundo jurídico o trabalho é chamado de direito fundamental. É através dele que o ser humano resgata a sua cidadania. Mas a inclusão social da pessoa com deficiência vai muito além, passando, inclusive, pelo mundo da moda e da beleza.
Um novo olhar para o belo me ensinou que a vaidade não é uma coisa ruim, como muitos pensam, nos cuidar e nos valorizar é o verdadeiro significado do autoamor.

sábado, 27 de setembro de 2014

Incluindo os excluidos

Olá, pessoal. Como vão? Hoje vim falar sobre um assunto que está muito em voga no momento: a inclusão das minorias nas novelas globais. Será que toda a minoria está sendo realmente incluida? Vou opinar sobre isso.
Os homossexuais estão sendo muito incluidos nas novelas globais, assim como os negros, que deixaram de fazer o papel do favelado ou da doméstica para ganharem papel de destaque. E eu acho isso maravilhoso, pois não podemos mais fingir que os homossexuais não existem ou que os negros não ocuparam lugar de destaque na sociedade. Os homossexuais já estão em número grande na sociedade, e me arrisco a dizer que a maior parte das pessoas tem um gay na familia.
Mas acredito que não são todas as minorias que está sendo incluida. Por exemplo, por que não colocar um deficiente em toda a novela? A  final de contas, 24% das pessoas tem algum tipo de deficiencia, ou seja, boa parte das pessoas tem um deficiente na familia. Mas não o deficiente que se supera, e blablabla, aquela coisinha piegas que todo mundo faz, mas o deficiente como uma pessoa normal, que trabalha, namora...
Acredito que só mostrando o deficiente na midia, sem pieguismo, é que as pessoas irãoo achar mais "normal" a convivencia com um deficiente, perceberão que somos pessoas iguais às outras, que podemos fazer de tudo e um bom pouco mais. Assim como perceberam que o homossexual não é apenas uma pessoa escandalosa e promiscoa, como se dizia antes, mas é uma pessoa que sofre, ama e vive igual a todo mundo, apenas com uma opção sexual diferente.
A  midia tem um papel de esclarecer a sociedade sobre os mais variados temas, e quando se propões a fazê-lo, presta um serviço de grande importância. Então, tá na hora de fazer con que esse papel seja cumprido  também com relação ao deficiente.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Orgulho de ser gaúcho, será?

Olá, pessoal. Tudo joia? Hoje vim falar de algo que antes eu tinha, mas diante dos acontecimentos, está abalado: o meu orgulho de ser gaucha.
Percebi, com os ultimos acontecimentos, que o gaúcho se assemelha sim ao europeu, como tanto gosta de pregar, até nas piores coisas, como o racismo, por exemplo. E não falo apenas do caso isolado da torcida gremista, mas por tudo que vejo. Em muitas regiões do estado, ser negro é como ter o atestado pra ser humilhado. A intolerância com a raça que ajudou a construir o país é uma coisa muito triste.
E o preconceito não está apenas nas ofenças diretas, mas está nas piadinhas sem graça, nos olhares desconfiados para um negro, entre mil outras coisas.
E o  recente caso de intolerância com homossexuais foi a gota d'água para abalar meu orgulho gauchesco. Em primeiro lugar, por que os gays não podem usufruir de um centro de tradições gaúchas, como qualquer outra pessoa? A  final de contas, é pessoa igual a qualquer outra, que tem  os mesmos gostos e anseios que todos nós.
Mas sem entrar nesse mérito, pois até entendo que alguém não aceite a homossexualidade, por questão de conflito de gerações, de costumes arraigados. E seria até preconceito obrigar alguém a aceitar algo com a qual não está acostumado. Mas diferente de aceitar é tolerar.
Por que tinha que colocar fogo no CTG, que diga-se de passagem, nem faz mais parte do movimento de tradições gaúchas a 8 anos? O que quer se provar com isso? Que macho que é macho não aceita essas coisas? O que muda na vida dessa pessoa fazer um casamento gay no ctg, no bar da esquina, ou em qualquer outro lugar? Não, nada disso, é apenas pra mostrar que gaúcho que é gaúcho combate essa gente, como diria um certo candidato a deputado gaúcho.

Diante disso e com a proximidade da semana farroupilha, não festejarei mais o evento com o mesmo orgulho e amor de antes, pois na minha opinião, o gaúcho se tornou o povo mais egocentrista, intolerante e irracional que há no país. E é com muita tristeza que constato isso. Espero que a nova geração de gauchinhos seja bem melhor do que essa. Oremos!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Profissionais qualificados deixam de concorrer a vagas para pessoas com deficiência

Olá, pessoal, como vão?
Hoe vim falarsobre uma reportagem retirada da rede saci, que nos mostra o por que as pessoas com deficiencia não estão concorrendo às vagas destinadas a elas. A reportagem mostra também, porquê a percepção sobre o número de deficientes qualificados é diferente entre as pessoas com deficiencia e as empresa.
Espero com essa reportagem, esclarecer a todos que deficiência não é sinal de incapacidade, e assim, penso também que ela pode mudar a visão dos empresários quanto a essas pessoas, fazendo com que a pessoa c om deficiência tenha, como qualquer outra, um plano de carreira digno.

Profissionais qualificados deixam de concorrer a vagas para pessoas com deficiência


Folha de S.Paulo

11/08/2014

De acordo com Jaques Haber, sócio-diretor do i.social, consultoria especializada em colocação de pessoas com deficiência, isso acontece porque as vagas somente para esse público têm um perfil que exige menos qualificação e oferecem remuneração mais baixa.

Victória Mantoan

Fabio Gomes Alencar, 34, é formado em administração e tem pós-graduação na área financeira. Ele também é cadeirante, o que permitiria que concorresse a empregos específicos para profissionais com deficiência oferecidos pelas empresas para preencher cotas previstas em lei. Mas ele opta por participar dos processos seletivos gerais por não encontrar vagas adequadas à sua qualificação.

"As vagas para profissionais com deficiência são extremamente operacionais. Tem aquele paradigma de que deficientes só podem fazer coisas mais simples", conta Alencar, contratado pela HP como gerente de planejamento de negócios no fim do ano passado.

De acordo com Jaques Haber, sócio-diretor do i.social, consultoria especializada em colocação de pessoas com deficiência, isso acontece porque as vagas somente para esse público têm um perfil que exige menos qualificação e oferecem remuneração mais baixa.

Na última terça-feira (5), das 13,7 mil posições disponíveis para esse público no Vagas.com, um dos maiores sites de emprego do Brasil, 82% eram para a área operacional. Outras 8% eram para o nível júnior ou trainee. Só havia uma para a diretoria.

Por causa disso, Manoela Costa, gerente-executiva da empresa de recrutamento Page Personnel, diz que hoje é comum que candidatos não queiram mais se candidatar a vagas exclusivas.

Segundo ela, isso acontecem porque eles sentem que as oportunidades de crescimento na carreira ficam limitadas. "Algumas empresas estão mais preocupadas em preencher a cota e acabam restringindo a área de atuação do profissional", afirma.

Uma lei em vigor há 23 anos determina que de 2% a 5% dos empregados de empresas com mais de cem funcionários devem ser pessoas com deficiência. A proporção da cota varia de acordo com o tamanho da força de trabalho da companhia.

De janeiro de 2010 a julho deste ano, o Ministério Público do Trabalho em São Paulo recebeu 717 denúncias contra empresas por descumprimento da norma.

Disputa Difícil

Para esses profissionais, entretanto, a concorrência nas vagas gerais pode ser difícil. "A dificuldade que eles podem ter é se candidatar a vagas que não são exclusivas e serem descartados pela deficiência", afirma Costa.

Gonçalo Moreira Araújo, 40, é formado em administração e tem pós-graduação em gestão de negócios. Ele conta estar com dificuldade para encontrar um emprego adequado ao seu perfil.

Araújo perdeu a articulação do joelho direito depois de um acidente que sofreu aos 17 anos, o que faz com que ele tenha problemas de locomoção. Ele não quer ficar em um trabalho operacional, ou de auxiliar, que não corresponde à sua experiência.

Mas diz que dificilmente é convocado para entrevistas "Teve uma empresa só que me chamou, se interessou, mas não fechou comigo."

Segundo recrutadores, é indicado que os profissionais sejam transparentes em relação à deficiência e coloquem a informação no currículo para não causar surpresas no restante do processo seletivo.

Isso porque o entrevistador já pode se preparar para o caso de o candidato precisar de alguma adaptação para a seleção e a empresa pode avaliar se tem capacidade de receber o profissional.

Uma das principais críticas de profissionais que entram em vagas exclusivas para pessoas com deficiência é a falta de um plano de carreira.

Robson da Silva Lopes, 37, formado em administração, diz que trabalhou em um banco entre 2006 e 2008 após ser contratado pela lei de cotas. "Só fui contratado para preencher cotas. Não tinha tratamento igual ao dado a outros profissionais", diz.

Depois, foi trabalhar em uma montadora após ter participado do processo seletivo convencional e diz ter recebido tratamento igualitário.

Lopes teve a perna amputada em um acidente de trem em 1994. Ele conta que está procurando emprego há três meses, mas credita a dificuldade de se recolocar no mercado à má fase da economia -em parte porque seu problema não exige que as companhias façam grandes adaptações, que já estão previstas em lei, como rampas.

Especialistas recomendam que os candidatos sejam extremamente transparentes quanto às suas limitações durante o processo seletivo, deixando claro, se for o caso, quais as adaptações necessárias. Entretanto, isso deve ser feito da forma mais natural possível.

"A pessoa vai ter alguma limitação, ou restrição, mas é muito importante mostrar tudo o que ela pode fazer naquele trabalho", recomenda Guilherme Braga, diretor da Egalitê Recursos Humanos Especiais.

Para profissionais como Alex Garcia, 38, que é surdocego, as dificuldades são maiores. Ele foi a primeira pessoa com a condição a conseguir completar um curso superior no Brasil e hoje atua fazendo trabalhos de conscientização e orientação das famílias de surdocegos.

Ele explica que a entrada no mercado de trabalho é difícil porque a educação não consegue alcançar as pessoas com essa deficiência e o mercado de trabalho pressupõe um déficit de capacidade.

Muitas companhias relatam dificuldades para preencher as cotas pela dificuldade de encontrar profissionais qualificados, mas Braga afirma que, mais do que capacitar os profissionais deficientes, é necessário preparar as empresas para recebê-los.

"Existem mais pessoas com deficiências do que vagas. As companhias têm essa percepção de ter poucos candidatos porque elas não conseguem englobar diversos tipos de deficiências", diz.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Discutindo a sexualidade: os deficientes também amam!

Olá, pessoal. Como estão?
Hoje vim postar um artigo que achei sobre a sexualidade e a pessoa com deficiencia. O artigo fala p si mesmo, por isso, não vou falar sobre ele. Espero que gostem!
Ele foi retirado da rede SACI.

 Discutindo a sexualidade: os deficientes também amam!

Dolores Affonso*


A discussão sobre a sexualidade humana não é nova, nem privilégio de alguns setores sociais, mas responsabilidade de toda a sociedade. Quando falamos em sexualidade, pais, escolas, profissionais, governos, etc., ficam de cabelo em pé por fatores como medo de doenças sexualmente transmissíveis, promiscuidade, gravidez na adolescência ou por outros motivos.

Apesar de toda a repressão da sociedade em relação ao assunto, torna-se não apenas necessário, mas essencial para se ter uma melhor qualidade de vida, tendo em vista que o amor, o relacionamento e o sexo são partes importantes do conceito de vida plena e feliz.

Uma educação familiar pouco esclarecedora, a vergonha do próprio corpo, a timidez para se marcar um encontro, entre outros, são alguns limitadores que inibem as pessoas a tal ponto de não se permitirem ter relacionamentos afetivos ou sexuais sadios, plenos e satisfatórios ao longo da vida. Mulheres que se acham gordas, homens que se acham feios, etc.

Quando se trata de pessoas com deficiência, o tabu se torna ainda maior, fazendo com que sejam excluídas dos relacionamentos amorosos ou sexuais, não apenas pelas pessoas desencorajadoras ou protetoras que as cercam, mas pelo preconceito ou por elas mesmas. De tanto sofrerem ou se sentirem “imperfeitas”, “não atraentes”, acabam se achando incapazes de participar ativamente do “jogo da sedução”, evitando determinadas situações, locais e interações, pois acreditam que não será possível dar e sentir prazer ou encontrar uma pessoa que as “queiram”.

Acredita-se que, por ser cega ou surda, uma pessoa terá dificuldades para se relacionar, “conquistar” ou até mesmo durante o ato sexual. No caso dos cadeirantes, muitos acreditam que perderam por completo a possibilidade de sentirem prazer. E assim por diante, perpetuam-se preconceitos, medos e ignorância.

Muitas iniciativas buscam desmistificar a sexualidade da pessoa com deficiência, como:

- Sites de relacionamentos: Visam transpor as barreiras dos encontros, das paqueras e da desilusão, mostrando-se como é (pessoa com deficiência) para não haver mal-entendidos. Por outro lado, podem se tornar mais uma forma de afastar essas pessoas do convívio social e sadio.

- Encontros “programados” ou sexo pago: No Brasil, ainda há um preconceito muito grande com relação à prostituição, diferentemente de países como Suíça e Holanda, onde já é legalizada. Este artifício facilita o acesso à vida sexual, entretanto, muitos se perguntam se é sadio, pois seria uma vida sexual “ilegal” e desprovida de sentimentos e relacionamento.

- Reeducação sexual: Muitas vezes realizada por um profissional da área de sexologia ou saúde, como terapeutas sexuais, ajuda a pessoa com deficiência a redescobrir seu corpo, suas áreas e fontes de prazer e a superar o medo, a vergonha e o preconceito. Ao se descobrir ou redescobrir, é possível encontrar formas de satisfação pessoal e isso facilita muito a mudança de postura diante de potenciais parceiros sexuais.

A visão distorcida de que essas pessoas não têm direito a uma vida amorosa ou sexual, seja porque são rotuladas de “anjinhos”, como ocorre com as pessoas que possuem alguma deficiência intelectual, por exemplo, Síndrome de Down, porque são consideradas um “perigo à sociedade” ao tornarem possível a reprodução de um determinado “defeito”, ou vistas como “promíscuas” por já serem idosas, é alimentada principalmente pela falta de informação.

É preciso mostrar para as pessoas que a sexualidade faz parte da vida, não apenas para a reprodução, mas para o desenvolvimento da saúde física, mental, psicológica, emocional, ou seja, para viver uma vida plena, independentemente da falta de um sentido, de um membro ou do vigor da juventude.

Para ajudar a desmistificar a sexualidade da pessoa com deficiência, o Congresso de Acessibilidade, evento online e gratuito, a ser realizado no período de 21 a 27 de setembro no site www.congressodeacessibilidade.com trará essa discussão para dentro de seus lares, mostrando tanto a visão do deficiente como de profissionais da área com o objetivo de transformar vidas, mostrando que não somente todos têm direito a uma vida sexual ativa e feliz, como devem lutar por isso!



* Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade (www.congressodeacessibilidade.com).

domingo, 20 de julho de 2014

SOZINHA NUNCA!

Olá, pessoal. tudo joia? Faz tempo que não posto por aqui, por falta de idéias mesmo, mas agora, pensando em mim mesma, resolvi fazer essa postagem.



Olá, pessoal. Como vão?


Estava pensando na minha necessidade enorme de ficar sozinha comigo  mesma-- vejam só, eu, que só pedia pra ter mais amigos, agora quero ficar só-- , necessidade que não tem sido satisfeita. E me lembrei do meu tempo de adolescente, onde eu não tinha internet, computador sequer, e me fechava no meu quarto, ouvindo música e pensando besteira.
E agora, com tanta tecnologia à disposição, tanta gente ao redor, fazendo tudo ao mesmo tempo, essa solidão tem sido tão rara, e ao mesmo tempo, tão necessária....
Quantas vezes precisamos pensar um pouco na vida, refletir sobre o dia, mas a vontade de estar na internet, rodeado de pessoas, mesmo que seja através de um cabo de fibra ótica, nos vence, e deixamos a vida pra lá. E arranjamos tempo pra tudo e pra todos, e pra todas as atividades, mas pra nós mesmos, com nossa espiritualidade, com nossa consciencia e nosso coração, tem ficado cada vez mais espaçado, quando não totalmente inexistente...
A solidão não nos satisfaz mais, queremos o mundo a nossa volta, queremos tudo ao mesmo tempo, e mesmo quando a cabeça pede um tempo, não a obedecemos. E fico pensando, será que vamos aguentar tanta carga de tanta coisa ao mesmo tempo? Será que é ó o trabalho que stressa ou o mundo moderno também é stressante por si só? Será que nossa fome por mais pessoas, mais festas, mais tecnologia, não vai nos levar ao abismo psicológico?
Hoje consegui esse tempo pra ficar sozinha comigo mesma, mas vejam, estou aqui, na internet, escrevendo. E daqui a pouco, vou pra o mundo virtual da vida, porque senão, minha conversa comigo acaba numa bela noite de sono adiantada, tamanha é a agitação do cérebro, que clama por atividade, por informação, por saber mais e não perder um segundo. Quando terei meu próprio tempo? Vai saber... E você, quando terá o seu?