sábado, 22 de setembro de 2012
DIA DA LUTA DA PESSOA COM DEFICIENCIA
Olá, pessoal. tudo joia?
Ontem foi o dia nacional da luta da pessoa com deficiencia, e como sou um dos 45 milhões de brasileiros com esse problema, resolvi vir dar minha opinião sobre as mudanças que notei com o tempo, e posso garantir que houveram muitas,graças a Deus! Primeiro, vou explicar o porquê da escolha desse dia.
Esse dia foi escolhido em uma reunião ocorrida em 1982, justamente por ser o dia da árvore, que simbolizaria o nascimento e cultivo das nossas reivindicações. Em 2005, através de um decreto lei foi oficializado no Brasil o dia nacional da luta da pessoa com deficiencia.
Desde que eu comecei a estudar, muita coisa mudou pra melhor, apesar de ainda haver muito por fazer. Numa cidade pequena como a minha, em 1995 era quase um absurdo uma pessoa com deficiencia estudar em uma escola que não fosse a APAI ou o Otavio Silveira, nas classes especiais. Minha mãe teve que lutar até contra o prefeito e a secretária da educação da época para que o Braille fosse implantado em Itaqui. Quanto a aceitação dos colegas, sempre foi muito boa, tirando uma unica colega em todos os meus anos de estudo que não era muito amiga.
Quando entrei na faculdade, a aceitação foi imediata, indo contra qualquer expectativa minha. Antes, no ensino médio, haviam algumas professoras que tinham preconceito velado, do tipo assim, nem tentavam trabalhar ou chegar em mim, mas diziam aos outros que eu não aprendia, q não sabiam como ensinar. Isso acontece até hoje com meu irmão.
No mercado de trabalho, apesar de eu ter um bom curriculum, nunca fui aceita nem para trabalhar de voluntaria, só recebia promessas que nunca se cumpriam. Até para um simples cargo de telefonista, apesar de ter todos os requisitos para preencher o cargo, recebi a promessa de me contratarem assim que comprassem uma mesa adaptada, logo depois, fiquei sabendo que colocaram outra pessoa sem deficiencia nenhuma para ocupar o cargo, cargo aliás, que era para ser ocupado por uma PCD. E quando passei finalmente em um concurso público dentro das vagas reservadas para PCDS, pensei que não precisaria mais brigar contra o preconceito. Que nada, consegui o meu emprego atual depois de muita briga, muito correr atrás, de ameaçar até mesmo entrar na justiça para buscar uma coisa que conquistei por mérito, inteligencia e capacidade. Mas quero esquecer de todos os obstaculos que tive que enfrentar e lembrar que entrei por méritos próprios, e não pedindo favores a ninguém, apesar de parecer.
Quanto a sociedade, antigamente, como era muito pouco comum uma pessoa deficiente sair de seu mundinho para o mundo lá fora, as pessoas ficavam olhando pra gente como se fossemos atração de circo, olhavam tanto q alguns chegavam a dar com a cara em uma parede qualquer ou até mesmo cair no meio da rua. Mas hoje
isso não acontece mais, devido a muitas mães como a minha, tirarem seus filhos de casa e mostrarem ao mundo que a PCD é uma criança como qualquer outra, apenas com algumas limitações especificas.
O preconceito ainda existe, velado, mas existe, porém, cabe a nós deficientes mostrarmos aos outros que somos iguais a qualquer outra pessoa que pode ser timida ou despachada, que é inteligente e pode aprender qualquer coisa, que podemos trabalhar e por que não, formar uma familia que aliás, não precisa ser especificamente com outro deficiente,, pois a final de contas, antes de sermos deficientes, somos gente!
domingo, 16 de setembro de 2012
Minha opinião sobre o Internacional
Olá, pessoal. Hoje vim postar sobre algo que não costumo falar aqui: futebol.
Não vou falar aqui sobre esquemas táticos por motivos óbvios__ para quem não sabe, sou cega__, porém, vou dar meus pitacos sobre meu time, o inter.
O inter a alguns anos vem dando muitas alegrias ao seu torcedor, já que desde 2006, tem sido campeão de todas as competições internacionais, oficiais e não-oficiais que disputou. Ensaiou algumas crises, mas nada que acabasse com o momento vitorioso do clube. Porém, de um ano pra cá, vem dando algumas decepções à sua torcida.
Dorival Junior estava fazendo um trabalho rasoavel no time. Nada de impressionar, mas vinha mantendo o time na ponta do brasileirão, entre IV e o V lugar na tabela , além do campeonato estadual. Não estavamos tendo muito êxito em decisões, e talvez por isso, foi demitido. E então a diretoria resolve inovar contratando seu diretor de futebol na época e ídolo colorado Fernandão.
Apartir daí, o time caiu em um abismo sem fim. Por muita sorte, continuamos ainda em VII lugar, não sei por quanto tempo. O ataque não finaliza, a zaga é um desastre sem fim, e o meio campo sem criatividade nenhuma.
É bem verdade que fernandão não tem vida facil, já que por muitos motivos quase nunca tem o time completo nas mãos, seja por suspensões, lesões ou convocações às seleções argentina, uruguaia e brasileira, mas cá entre nós, com tudo isso, ainda não deu pra formar uma espécie de time B para ganhar as partidas que disputa em casa pelo menos?
Não estou aqui dizendo que Fernandão é um técnico ruim ou que não vai prosperar na profissão, mas alguém que nunca na vida treinou um time e sequer tem um curso de técnico para chamar de seu, não deveria estar treinando um time da grandeza do internacional. Aliás, na minha opinião, grandes times não são lugares para esperiencias com recém-iniciados como treinador. E se a direção não fazer alguma coisa, e rápido, terminaremos brigando para não cair ou bem perto disso.
Não sou alguém especialista no assunto, mas deixo aqui minha opinião e aceito debater o assunto com pessoas que discordem de mim, até mesmo para abrir minhas idéias sobre o assunto. aguardo os comentarios.
sábado, 15 de setembro de 2012
minha omenagem a semana farroupilha
Oioi pessoal. tudo joia?
Estava pensando no que escrever para omenagear a semana farroupilha, que é a comemoração da guerra dos farrapos, que aconteceu no RS entre 1835 e 1845 por causa do preço do charque e de discordancias politicas com o restante do país. Sobre a historia já postei. Então lembrei de escrever sobre a história da chama crioula. procurei e achei no site http://sitiodogauchotaura.blogspot.com/ ,e agora vou postar aqui.
A História da Chama Crioula
Num ambiente em que a sociedade negava hábitos, costumes e tradições gauchescas, ressurge o sentimento de orgulho das coisas tradicionais que, a rigor, naquele momento só tinham algum destaque quando a Brigada Militar reverenciava a figura do General Bento Gonçalves da Silva, em solenidade que realizava a cada 20 de setembro em frente ao monumento erguido na Av. João Pessoa, em Porto Alegre.
No mês de agosto de 1947, alguns estudantes do Colégio Júlio de Castilhos de Porto Alegre, liderados por João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, fundaram um Departamento de Tradições Gaúchas, junto ao Grêmio Estudantil. O Departamento destinava-se a estimular o desenvolvimento cultural, por meio de reuniões sociais recreativas. Era um movimento estudantil com alunos de diversas camadas sociais e segmentos étnicos, que levantava-se em favor das tradições. O objetivo era achar uma trilha diante da perda da fisionomia regional; combater a descaracterização; reagauchar o Rio Grande. Em suma: procuravam a identidade da terra gaúcha.
Aprovada a idéia, o Grêmio Estudantil do “Julinho”, enviou a Imprensa da Capital, um comunicado, cujo primeiro parágrafo dizia: “O Grêmio Estudantil Júlio de Castilhos, sentindo a necessidade da perpetuação das tradições gaúchas, fundou, aliando aos seus já numerosos Departamentos, o das Tradições Gaúchas, procurando assim, preservar este legado imenso dos nossos antepassados, constituído do amor à liberdade, grandeza de convicções representadas pelo sentimento de igualdade e humanidade”.
No Departamento de Tradições Gaúchas do Grêmio estudantil Júlio de Castilhos decidiram realizar a “1ª Ronda Gaúcha”, que logo passaria a ser chamada de Ronda Crioula. Esta iniciou no dia 7 de setembro, com uma programação que se estendeu até o dia 20 daquele ano de 1947.
O programa previa o acendimento de um Candeeiro Crioulo, o primeiro baile gauchesco que aconteceu no Teresópolis Tênis Club, no dia 20 de setembro à noite, concursos de trajes regionais, palestras, concurso literário e uma série de momentos eqüestres. A decoração do local era feita de apetrechos campeiros (laços, guampas, pelegos, ninhos de João-de-Barro) além de um fogo-de-chão, onde se esquentava água para chimarrão e assava-se uma carne.
Participam como convidados especiais o jornalista e escritor Manoelito de Ornellas e o desenhista de motivos campeiros e declamador gauchesco, Amândio Bicca. A eles coube julgar os gaúchos e as prendas mais tipicamente vestidos, sendo que a presença do ilustre historiador Manoelito de Ornellas, no baile, causou forte impressão ao proferir um inflamado discurso às causas regionalistas, manifestando sua crença naqueles jovens e nos objetivos a que se propunham alcançar. À beira de um verdadeiro fogo-de-chão, mateando e tomando café-de-chaleira, Barbosa Lessa ventilou a idéia de fundar uma agremiação civil gauchesca. Iniciava-se aí o tradicionalismo como força viva popular.
Esta Ronda Crioula foi, na verdade, a precursora da Semana Farroupilha, oficializada somente 17 anos mais tarde, através da Lei Estadual 4.850, de 11 de dezembro de 1964.
Paixão Côrtes, que dirigia o Departamento foi procurar o Presidente da Liga de Defesa Nacional e disse-lhe que gostaria de retirar uma centelha do Fogo Simbólico da Pátria no momento da sua extinção no dia 7 de setembro e transportá-la até o Colégio Júlio de Castilhos. Lá acenderia um candeeiro típico, num altar cívico como parte das comemorações da Ronda Gaúcha, no que foi autorizado.
Naquele ano de 1947, a Liga de Defesa Nacional, presidida pelo Major Darci Vignoli incluiu na programação alusiva à Semana da Pátria, a transladação dos restos mortais do General Farroupilha David Canabarro, de Sant’Ana do Livramento para o Panteão da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre. Para este acontecimento tão importante, entendeu o Major Vignoli que era do maior significado cívico que a guarda de honra fosse composta por uma representação de gaúchos tipicamente trajados, que traduzisse a alma da terra e o espírito farroupilha. Pessoas que lembrassem os tempos gloriosos dos nossos estancieiros e suas peonadas, que enfrentaram durante 10 anos todo o Império.
Diante da inexistência de uma representação com estas qualidades, o Presidente da Liga solicitou ao Departamento de Tradições do “Julinho” um piquete de gaúchos para montar guarda à urna com os restos mortais do grande Herói Farrapo.
Com muito custo Paixão conseguiu mais cinco jovens para a empreitada, totalizando oito componentes.
Estava formado o Piquete da Tradição, grupo esse que passaria para a história, no 1º Congresso realizado em julho de 1954 em Santa Maria, quando foi batizado como o “Grupo dos Oito”.
Próximo da meia-noite do dia 7 de setembro de 1947, os jovens, João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, Cyro Dutra Ferreira e Fernando Machado Vieira, devidamente montados, aguardavam junto a Pira.
Chegando o momento da extinção do Fogo Simbólico da Pátria, foram chamados para a retirada da centelha, conforme haviam acordado. Paixão Côrtes subiu ao topo da Pira com um archote improvisado, feito de estopa embebida em querosene presa a ponta de um cabo de vassoura e solenemente acendeu aquela que seria a primeira Chama Crioula. Dali, os três cavaleiros, conduziram a galopito a centelha até o “Julinho”, onde acenderam o Candeeiro Crioulo.
A Chama Crioula é o fogo que simboliza fertilidade, calor, claridade, ardor, paixão, hospitalidade e coragem. Simboliza, enfim, a Tradição Gaúcha. Representa o gaúcho idealizado no espírito heróico dos Farroupilhas, com os ideais de justiça e liberdade, visando a aproximação dos povos.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
A politica e suas intenções
Oioi pessoal. tudo joia?
Estive analisando a politica, as campanhas e tudo mais. E criei um conceito sobre isso tudo e resolvi partilhar com vocês.
Na minha opinião, e acredito que vou ser muito criticada por ela, quando alguém entra para a vida política tem realmente boas intenções. Intenção de mudar a sua realidade, acha que nada é feito por falta de boa vontade politica e tal; e quando chegam lá, percebem que é tudo muito diferente do que ele pensava ser.
Quando entram na prefeitura ou na veriança, percebem que tudo não passa de um jogo político, um toma lá, dá cá, principalmente quando se tratam de partidos coligados. Outra coisa que notam é que os recursos não são tão altos assim, que não é apenas estalar os dedos e a verba para cumprir o prometido chega num zaz trás.
É claro que existem os politicos que se aproveitam da máquina pública para tirar um dinheirinho e construir seu pé de meia, mas não podemos pensar que todos são assim. Pensemos que nós também somos grandes iludidos pela vontade de fazer diferente do outro.
Por isso, cuidado com as promessas faraonicas e revolucionarias, na maioria das vezes elas nunca sairão do papel; ou pelo menos não sairão por um bom tempo. Acreditem naquele que não promete nada a curto praso, que explica como vai fazer as coisas, naquele que não promete mudar o mundo, mas diz o que realmente pode mudar.
E para isso, assistam, por mais insuportaveis que sejam, as propagandas eleitorais, vão aos comicios, enfim, procurem saber o que seu candidato anda prometendo por ai. Tenha consciencia politica e não compre gato por lebre!
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
continuação das dicas de como lidar com os deficientes visuais
Oioi galera. hoje vou continuar as dicas de como lidar com uma pessoa deficiente visual. eu acrescentaria a esse manual algumas outras dicas, mas acredito que ele está bem completo. boa leitura!
11ª -- Não fique querendo ensinar as pessoas que não enxergam a fazer as coisas. Elas têm seu próprio jeito e experiência, que podem, aliás, ser até maiores que
as suas. Portanto, mesmo que, dentro da sua razão, você pense que há jeitos melhores, dê-lhes o direito de pensar diferente.
12ª - Saiba que escada é obstáculo para cadeirantes ou pessoas que usam moleta e não para deficientes visuais. Portanto, não fique fazendo caminho mais longo em
busca de rampas.
11ª -- Não fique querendo ensinar as pessoas que não enxergam a fazer as coisas. Elas têm seu próprio jeito e experiência, que podem, aliás, ser até maiores que
as suas. Portanto, mesmo que, dentro da sua razão, você pense que há jeitos melhores, dê-lhes o direito de pensar diferente.
12ª - Saiba que escada é obstáculo para cadeirantes ou pessoas que usam moleta e não para deficientes visuais. Portanto, não fique fazendo caminho mais longo em
busca de rampas.
13ª - Quando ajudar um DV, não fique dizendo-lhe que está fazendo-lhe um favor, ainda mais se a idéia de ajudar tiver partido de você. Isto causa humilhação e até
antipatia Também, educadamente, desaprove quem ficar exaltando exageradamente seu gesto, nobre, na verdade, mas não tão heróico assim.
14ª - Jamais fique insinuando que a ajuda sua ou de quem quer que seja é indispensável, porque o DV desenvolve seus próprios recursos, com os meios que Deus e a
natureza disponibilizam a todos os seres. Só lhe falta a visão e, mesmo assim, os outros sentidos, bem trabalhados e estimulados, substituem-na em vários aspectos.
15ª - Não trate o DV com excesso de mimo e com super proteção, como se estivesse lidando com uma criancinha ou um doente. A limitação visual como qualquer outra,
se bem trabalhada, torna as pessoas fortes, desafiadoras, maduras e independentes, não necessitando de excesso de cuidados. Além disto, é bom que se saiba que super
proteção é preconceito velado.
11ª -- Não fique querendo ensinar as pessoas que não enxergam a fazer as coisas. Elas têm seu próprio jeito e experiência, que podem, aliás, ser até maiores que
as suas. Portanto, mesmo que, dentro da sua razão, você pense que há jeitos melhores, dê-lhes o direito de pensar diferente.
12ª - Saiba que escada é obstáculo para cadeirantes ou pessoas que usam moleta e não para deficientes visuais. Portanto, não fique fazendo caminho mais longo em
busca de rampas.
13ª - Quando ajudar um DV, não fique dizendo-lhe que está fazendo-lhe um favor, ainda mais se a idéia de ajudar tiver partido de você. Isto causa humilhação e até
antipatia Também, educadamente, desaprove quem ficar exaltando exageradamente seu gesto, nobre, na verdade, mas não tão heróico assim.
14ª - Jamais fique insinuando que a ajuda sua ou de quem quer que seja é indispensável, porque o DV desenvolve seus próprios recursos, com os meios que Deus e a
natureza disponibilizam a todos os seres. Só lhe falta a visão e, mesmo assim, os outros sentidos, bem trabalhados e estimulados, substituem-na em vários aspectos.
15ª - Não trate o DV com excesso de mimo e com super proteção, como se estivesse lidando com uma criancinha ou um doente. A limitação visual como qualquer outra,
se bem trabalhada, torna as pessoas fortes, desafiadoras, maduras e independentes, não necessitando de excesso de cuidados. Além disto, é bom que se saiba que super
proteção é preconceito velado.
16ª - Não fique pegando no DV quando ele estiver subindo ou descendo de um transporte coletivo. Isto só incomoda. Aliás, falando em transporte coletivo, aqui vai
uma recomendação especial para motoristas e cobradores que atuam nesses ônibus comuns, ou seja, aqueles que não são bi-articulados ou ligeirinhos. Vocês não precisam
sair do seu posto para atenderem ao deficiente visual. Se puderem, parem o ônibus o mais próximo poss´´ivel dele. Se houver mais de um ônibus que pare no mesmo lugar,
digam qual é o que está parando. Não precisam ficar avisando-lhes sobre os degraus, porque o DV que anda sozinho já está bem acostumado com a estrutura do transporte.
17ª - Não torne a limitação do deficiente visual maior do que é, querendo fazer para ele ou por ele o que pode fazer sozinho. Exemplo: é comum, quando precisa abrir
uu fechar uma porta ou portão alguém correr à sua frente para fazer isto para ele e, muitas vezes, além de não ajudar, acaba atrapalhando.
18 - Evite alguns gestos que só prejudicam: puxar o braço da pessoa, sobretudo, apertando, como para segurá-la. Isto descoordena todos os movimentos e até machuca;
ficar empurrando-a pelas costas ou passando o braço por trás. Pode ser até carinhoso, mas é incômodo, pelo menos para a maioria das pessoas.
19 - Cuidado com certas perguntas ou comentários enquanto ajuda, coisas que você não diz a pessoas estranhas comuns: "Está indo dar uma passeadinha" "Passeando a
esta hora?" Comentários como estes podem ser até inocentes, mas, com certeza, você não os faria para outras pessoas. Em outras palavras, você quer dizer que deficiente
não trabalha nem tem grandes compromissos; portanto, pode passear a qualquer hora. Caso queira mesmo ter um diálogo, pergunte como o faria com as outras pessoas:
"você trabalha? Estuda?" A-demais, ficar perguntando a alguém se está indo passear, salvo, talvez, em um final de semana, pode até magoar, porque, às vezes, a pessoa
está indo resolver uma situação triste e está bem chateada.
20ª Esta não é uma dica, mas uma reflexão: as pessoas precisam entender que excesso de ajuda e proteção humilha. Portanto, não é sinônimo de boa educação. O excesso
de zelo constrange e tira a liberdade, por mais bem intensionado que seja. Portanto, não se assuste, se, às vezes, o deficiente trata você com uma certa dureza.
Ele está apenas tentando ser respeitado em sua dignidade pessoal a qual você está violando, quando o trata como um coitadinho, um inválido ou incapaz. Nem mesmo
uma criança em pleno juízo gosta de ser tratada assim. O verdadeiro amor ao próximo é aquele que cria nele confiança, liberdade e auto-determinação. Quem trata os
outros com excesso de proteção, na verdade, não está em uma relação de ajuda, mas de poder e
manipulação. Está usando o outro e até abusando dele
Enfim, ao ler isto, você pode estar até pensando que é muito complicado; que o deficiente visual é muito melindroso e que é melhor nem tentar ajudá-lo.
Isto não é verdade. É que ele tem os mesmos sentimentos que os outros seres humanos. Se você puser sua imaginação para funcionar, inclusive fechando os olhos de
vez em quando, vai entender. Você gostaria de que, sem você poder ver, alguém lhe agarrasse ou apertasse o braço sem dizer nada? Você fica contente quando alguém
lhe diz que você é incapaz de fazer alguma coisa, quando tem certeza de que é capaz? Você gosta de opiniões alheias, quando não as pediu? Então: saiba que o deficiente
visual enfrenta essas coisas diariamente e quando, lá uma vez ou outra, perde a paciência por ser tão desrespeitado em sua privacidade e dignidade, chamam-no "revoltado";
"ingrato"; "complexado" "ignorante" Pense nisto; mas pense agora.
--
segunda-feira, 30 de julho de 2012
dicas para lidar com pessoas deficientes visuais
Oioi pessoal, tudo joia?
hoje vim divugar um texto que recebi de um amigo. trata-se de dicas para aprender a lidar com um deficiente visual. essas dicas serão muito uteis,já que as pessoas na ânsia de ajudar, acabam fazendo coisas que nos encomodam ou nos constrangem de alguma forma. então ai vai a primeira parte.
-As 20 dicas a quem queira ajudar algum deficiente visual-
Introdução:
tendo em vista as campanhas a respeito de inclusão e responsabilidade social tão na moda hoje em dia, muitas pessoas super bem intencionadas estão fazendo grande
confusão a respeito de como e quando ajudarem os deficientes e, sobretudo, no caso presente, os visuais, os quais estão mais expostos ao envolvimento; isto significa:
deles, os outros podem aproximar-se sem pedir licença; podem olhar para eles e observá-los à vontade, sem que sejam notados... pegam neles sem que tenham tempo de
reagir e assim por diante.
Portanto, na tentativa de iluminar esta sociedade cheia de boa vontade, alguns deficientes visuais, assistente social, fisioterapeuta e professor, estudantes, resolveram
trocar idéias e montar 20 dicas que podem ser úteis.
Antes de transmiti-las, apenas alguns esclarecimentos: os deficientes aqui referidos são pessoas que já adquiriram relativa independência, que enfrentam desafios
e tentam superar as próprias limitações. Os deficientes, como as outras pessoas, são diferentes entre si; cada um tem sua própria história, suas crenças e valores.
Ainda há muitos que vivem à mercê de seus pais, cônjuges e filhos e não podemos julgá-los. Força é algo interior e pessoal. Esses, neste texto, não precisam ser
considerados. Estamos referindo-nos àqueles que, com ou sem dificuldade, andam pelas ruas, trabalham, em casa ou fora, possuem apenas a deficiência visual, estão
inseridos em grupos sociais, enfim, na medida do possível, buscam chegar bem perto do comum das pessoas
1ª - Se encontrar um deficiente visual na rua ou em algum lugar público, não o conhecendo, jamais lhe pergunte, a queima-roupa, onde vai ou onde quer ir. Esta pergunta
é invasora e indiscreta, sendo bem aceita apenas por conhecidos.
Pergunte-lhe, simplesmente: "Quer ou precisa de alguma ajuda?"
2ª - Se oferecer-lhe ajuda e ele não aceitar, não insista nem se melindre com isto. Se, por um lado, você se sente no dever de ajudar, por outro lado, ele tem o
direito de não querer ser ajudado.
3ª - Se estiver sentado em um transporte coletivo e vir aproximar-se um DV do seu lugar, com o intento de ser gentil, você pode até perguntar se ele quer sentar-se,
mas, caso ele lhe agradeça e não queira a gentileza, não fique discutindo, alegando que é perigoso ficar de pé, que ele poderá cair e tudo mais. Lembre-se de que
deficiência visual não é sinônimo de impossibilidade de equilibrar-se. Para o equilíbrio, bastam as mãos e as pernas. A visão, neste caso, não faz nenhuma falta.
Além do mais, esses comentários abaixam a auto-estima da pessoa. Assim, em vez de ajudar, você estará atrapalhando.
4ª- Não fique pedindo a terceiros que cedam seu lugar para o DV, primeiramente, porque ele sabe falar por si mesmo, caso queira pedir algo; depois, você nem sabe
se ele quer o lugar, criando, assim, uma situação constrangedora para ele e para a outra pessoa, sem pensar que você próprio poderá passar vergonha, no caso dele
ou da outra pessoa não concordar com você. Já houve brigas feias por causa disto e não vale a pena.
5ª Jamais fale em nome de um DV. Ele é capaz de expressar-se normalmente, sem a intervenção de terceiros. Se quem está relacionando-se com o deficiente insistir
em usá-lo como intermediário, educadamente, peça-lhe que se dirija, sem medo, ao outro.
6ª - Quando estiver prestando alguma ajuda, jamais fique dizendo frases de suposta solidariedade, como: "é duro não enxergar; Ne?" "Para a gente que vê já é difícil;
imagine para vocês!" Assim, em vez de mostrar-se um bom companheiro, você estará colocando-se em uma posição de superioridade, criando uma barreira entre si e seu
auxiliado.
7ª -- Quando estiver acompanhando um DV, jamais fique insinuando que ele deveria ter um acompanhante. Se ele está sozinho, é porque não está precisando de outra
pessoa o tempo todo, apenas de um facilitador para algumas situações, como em travessias difíceis e tal facilitador, algumas vezes, pode ser você mesmo. . Além disto,
você está ajudando porque quer e não tem o direito de ficar dando opinião sobre o que ele deve fazer. Colaborar com alguém, de vez em quando, seja no que for, é
uma responsabilidade social conferida a todos nós pelo próprio Deus, como prova de gratidão pelas dádivas recebidas.
8ª - Quando estiver andando ao lado do DV, não precisa ficar o tempo todo avisando-lhe subidas e descidas. Ofereça-lhe o cotovelo e, sentindo seus movimentos, ele
o acompanhará sem dificuldade. Aproveite para falar outros assuntos.
9ª - Jamais ofereça ajuda, sob o pretexto de que para o DV é difícil fazer o que quer que seja. É comum alguém chegar à casa de um DV, principalmente mulher e querer
tomar a frente nos serviços. Isto, em vez de gentileza, é falta de respeito com a privacidade da outra pessoa, além de subestimá-la.
10ª - Se possível, antes de tocar na pessoa do DV, cumprimente-o ou dirija-lhe alguma palavra. O toque, por mais bem intensionado que seja, é muito invasor, principalmente
quando se trata de quem não pode ver.
A invasão do toque pode estender-se também aos objetos de apoio utilizados pelas pessoas com deficiência: bengala branca, moleta, cadeira-de-rodas, etc. Há pessoas
que dizem que pegam direto porque não sabem o que falar. Digam-lhe apenas o motivo porque o estão tocando: um buraco, um orelhão, uma caixa de correio, um carrinho
de papel ou coisa parecida, objetos que a bengala branca às vezes não identifica a tempo. Abrindo um parêntese: se o obstáculo não for demasiado perigoso, como esses
que foram citados, deixe a pessoa à vontade, porque, talvez, aquilo seja até uma referência para ela, no caso de passar sempre pelo mesmo lugar.
terça-feira, 24 de julho de 2012
MPF/SP: Anatel tem que apresentar regras para celulares acessíveis a deficientes visuais Liminar dá prazo de 4 meses e foi concedida em ação civil pública proposta pelo MPF; multa é de R$ 5 mil por dia em caso de descumprimento
A 17ª Vara Federal Cível de São Paulo concedeu ontem,17 de maio, liminar em ação civil pública proposta no último dia 16 pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo e determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no prazo de 120 dias, elabore “projeto contemplando as adaptações normativas que suprimam as barreiras existentes” para o uso de celulares por pessoas com deficiência visual.
A regulamentação deverá estabelecer normas para que sejam oferecidos no mercado aparelhos que indiquem, de forma sonora, quais as operações e funções estão sendo clicadas pelo usuário cego ou com visão reduzida.
A decisão é da juíza federal Adriana Pileggi de Soveral e atende parcialmente os pedidos do MPF. Na ação, o procurador regional dos Direitos do Cidadão Jefferson Aparecido Dias requereu também que, após a apresentação do projeto, fosse determinado à Anatel outros 120 dias para a sua implementação. A juíza, entretanto, negou esse pedido, alegando que o apreciará após a apresentação do projeto pela Anatel, em virtude da “complexidade” das eventuais medidas.
Em maio de 2011, após receber reclamações que indicavam as dificuldades na aquisição de celulares acessíveis aos deficientes visuais, a PRDC solicitou esclarecimentos à Anatel e foi informada que muitos aparelhos já possuem facilidades que propiciam a interação por intermédio da fala. Na oportunidade a Agência enviou ao Ministério Público Federal uma relação de aparelhos que possuem o software “leitor de mensagens”.
Da lista fornecida pela Anatel, apenas alguns modelos foram encontrados no mercado nacional, a maioria com tela sensível ao toque, o que torna sua navegação praticamente impossível aos deficientes visuais. “O software 'leitor de mensagens' que acompanha esses aparelhos opera apenas nos idiomas inglês e finlandês”, informa a ação.
A PRDC também consultou a Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual (Laramara). A instituição analisou o software 'leitor de mensagens' e concluiu que ele não atende as necessidades das pessoas com deficiência visual, já que não possui recursos que indiquem de forma sonora todas operações disponíveis no visor. Para obter tal acesso, segundo a associação, o deficiente visual teria que adquirir o software “talks”, que custa aproximadamente R$ 700,00 e instalá-lo em aparelhos compatíveis.
Diante das dificuldades, o MPF recomendou à Anatel, ainda em 2011, que regulamentasse, no prazo de 90 dias, os requisitos para certificação de aparelhos sonoros, visando o atendimento às condições de acessibilidade.
Em resposta, a Anatel informou que as regras formuladas pela sua Gerência de Certificação e Engenharia de Espectro se dirigem somente à indústria de equipamentos de telecomunicações, para que a produção atenda a quesitos de segurança, neutralidade de redes e respeito à vida do consumidor. A agência também enviou uma compilação de normas em vigor que garantiriam a acessibilidade dos deficientes.
Para Dias a resposta não atendeu à recomendação. Ele considera que a Anatel “tem obrigação legal de proceder à regulamentação” e que está sendo “omissa no tocante ao pleno gozo dos direitos fundamentais das pessoas com deficiência”.
“A ação foi necessária como única forma de exigir da Anatel a acessibilidade ampla e irrestrita das pessoas com deficiência visual aos serviços de telefonia móvel pessoal, já que a agência não cumpriu seu papel regulador”, explicou o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, autor da ação.
Direitos – Na ação, o procurador cita normas internacionais – como a Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência e a Convenção Interarmericana para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas com Deficiência – e normas nacionais, como a Lei 10/098/00 e o decreto 5.296/04, que garantem os direitos das pessoas com deficiência visual à todas as formas de comunicação.
“Se existem os preceitos legais, por que continuam a ser violados?”, questiona o procurador. “Por falta de vontade política para cumprir tais preceitos, flagrantemente desrespeitados”, argumenta.
Dias argumentou que para a maioria dos usuários de telefone celular as condições de acessibilidade podem parecer irrelevantes, mas “representam limites intransponíveis para o exercício dos direitos de uma parcela da população que sofre com a deficiência visual”.
Para ler a íntegra da decisão judicial, clique aqui.
Assinar:
Postagens (Atom)