sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O que queremos para o mundo?

Bom dia, pessoal. Como vão? Aqui ta um calor de matar, mas tudo bem, fora a moleza que a gente fica, dá pra suportar.
Hoje vim falar sobre um tema que causou muita polêmica após o comentário da jornalista do SBT Rachel Sheherazade: os linchamentos que vem acontecendo no país.
Ontem passou na tv uma reportagem que nos conta sobre jovens moradores do aterro do Flamengo, no RJ, que se juntaram para formar uma espécie de patrulha justiceira, que sai por aí, caçando potenciais criminosos e os linchando. O ultimo episódio disso tudo foi o linchamento de um jovem suposto delinquente, que foi amarrado pelo pescoço a um poste com uma correia de bicicleta e espancado.
A jornalista diz que é compreensivel tal ato, já que a justiça no país tem sido omissa, e que isso é a legitima defesa coletiva contra a violência. Mas será que uma pessoa, representante da imprensa, que é um órgão que serviria para educar e formar opinião, poderia fazer esse comentário orrivel? isso não seria a incitação da violência?
na minha opinião, esse ato de julgar e linchar alguém não é nada louvavel, e nos tornamos tão marginais quanto os bandidos quando fizemos isso. Em que nos tornamos melhores que ele, se deixamos nosso lado selvagem prevalecer?
É claro, que se alguém tenta te roubar, ok, não concordo com a passividade e acredito que devamos nos defender, apesar de especialistas não aconselharem essa atitude; porém sair por aí caçando potenciais marginais nos torna tão bandidos quanto os verdadeiros, pois nos deixamos levar pela característica de alguém, fazemos o papel de juizes da vida alheia, juizes e Deuses. E Deus nunca disse que devemos massacrar nosso semelhante, por pior que ele seja e sem saber se os motivos para o fazê-lo são verdadeiros.
E que exemplo estamos dando aos nossos pequenos? Imaginem a cena: a gente diz pra um filho: não bata no seu coleguinha porque é feio. Logo depois, vemos algo na tv que nos desagrada e dizemos: tem que bater, ter pena de morte, massacrar... Que moral temos para repreender nossos pequenos, se temos a alma selvagem, primitiva? E como vai ser o mundo daqui a uns 18 anos, um mundo onde a lei de Talião volta a vigorar?
Portanto, ao envez de apoiarmos atitudes selvagens como essas, pensemos se não em nós mesmos, o que vamos deixar de herança aos nossos filhos, sobrinhos ou priminhos. Já que nosso sentimento ainda não existe e só agimos pelo instinto, tenhamos o instinto da protessão aos nossos pequenos e façamos desse um mundo melhor, e não um mundo que regride.

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