sábado, 22 de setembro de 2012

DIA DA LUTA DA PESSOA COM DEFICIENCIA

Olá, pessoal. tudo joia? Ontem foi o dia nacional da luta da pessoa com deficiencia, e como sou um dos 45 milhões de brasileiros com esse problema, resolvi vir dar minha opinião sobre as mudanças que notei com o tempo, e posso garantir que houveram muitas,graças a Deus! Primeiro, vou explicar o porquê da escolha desse dia. Esse dia foi escolhido em uma reunião ocorrida em 1982, justamente por ser o dia da árvore, que simbolizaria o nascimento e cultivo das nossas reivindicações. Em 2005, através de um decreto lei foi oficializado no Brasil o dia nacional da luta da pessoa com deficiencia. Desde que eu comecei a estudar, muita coisa mudou pra melhor, apesar de ainda haver muito por fazer. Numa cidade pequena como a minha, em 1995 era quase um absurdo uma pessoa com deficiencia estudar em uma escola que não fosse a APAI ou o Otavio Silveira, nas classes especiais. Minha mãe teve que lutar até contra o prefeito e a secretária da educação da época para que o Braille fosse implantado em Itaqui. Quanto a aceitação dos colegas, sempre foi muito boa, tirando uma unica colega em todos os meus anos de estudo que não era muito amiga. Quando entrei na faculdade, a aceitação foi imediata, indo contra qualquer expectativa minha. Antes, no ensino médio, haviam algumas professoras que tinham preconceito velado, do tipo assim, nem tentavam trabalhar ou chegar em mim, mas diziam aos outros que eu não aprendia, q não sabiam como ensinar. Isso acontece até hoje com meu irmão. No mercado de trabalho, apesar de eu ter um bom curriculum, nunca fui aceita nem para trabalhar de voluntaria, só recebia promessas que nunca se cumpriam. Até para um simples cargo de telefonista, apesar de ter todos os requisitos para preencher o cargo, recebi a promessa de me contratarem assim que comprassem uma mesa adaptada, logo depois, fiquei sabendo que colocaram outra pessoa sem deficiencia nenhuma para ocupar o cargo, cargo aliás, que era para ser ocupado por uma PCD. E quando passei finalmente em um concurso público dentro das vagas reservadas para PCDS, pensei que não precisaria mais brigar contra o preconceito. Que nada, consegui o meu emprego atual depois de muita briga, muito correr atrás, de ameaçar até mesmo entrar na justiça para buscar uma coisa que conquistei por mérito, inteligencia e capacidade. Mas quero esquecer de todos os obstaculos que tive que enfrentar e lembrar que entrei por méritos próprios, e não pedindo favores a ninguém, apesar de parecer. Quanto a sociedade, antigamente, como era muito pouco comum uma pessoa deficiente sair de seu mundinho para o mundo lá fora, as pessoas ficavam olhando pra gente como se fossemos atração de circo, olhavam tanto q alguns chegavam a dar com a cara em uma parede qualquer ou até mesmo cair no meio da rua. Mas hoje isso não acontece mais, devido a muitas mães como a minha, tirarem seus filhos de casa e mostrarem ao mundo que a PCD é uma criança como qualquer outra, apenas com algumas limitações especificas. O preconceito ainda existe, velado, mas existe, porém, cabe a nós deficientes mostrarmos aos outros que somos iguais a qualquer outra pessoa que pode ser timida ou despachada, que é inteligente e pode aprender qualquer coisa, que podemos trabalhar e por que não, formar uma familia que aliás, não precisa ser especificamente com outro deficiente,, pois a final de contas, antes de sermos deficientes, somos gente!

Um comentário:

  1. oi taís. eu concordo plenamente com a sua postagen, e realmente desde quando eu era criança as coisas mudaram demais, graças a deus. o preconceito ainda existe mais com muita garra alcansaremos sempre o topo. parabéns pelas suas conquistas, e continue sempre assim, lutando mais vensendo.

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comentem a vontade. estou aberta a sujestões e criticas. abraços!