terça-feira, 19 de setembro de 2017

INADEQUAÇÃO

Oi, pessoal, tudo joia? Hoje vim falar sobre um sentimento que me atinge várias vezes, que talvez não tivesse por quê, mas é algo que não posso evitar. É o sentimento de inadequação em relação às pessoas ao meu redor.
E algumas pessoas vão pensar: "ela se sente assim por causa da cegueira". mas nã é bem isso. É mais pela minha inabilidade social imensa.
Por mais que as pessoas tentem me explicar que é fácil, que é só conversar, se abrir mais, não é algo que para mim seja inteligível. É algo que não entendo, como não entendo a matemática ou a física, por mais que eu estude, não se torna algo entendível para mim.
Tenho falado sobre isso com algumas pessoas, mas é tão difícil de me explicar, porque ninguém compreende. E não se trata de ansiedade social, se trata de, simplesmente, não entender como funciona o processo. Claro que vou tentar fazer tudo que me pedem, as dicas que me dão, mas pra mim, vai ser uma coisa bem difícil, porque como vou colocar emp prática algo que não entendo?
E sei que isso me prejudica, pois as vezes tem pessoas que gostaria de ter uma amizade ou algo a mais, mas não me aproximo, uma vez que não sei como fazer isso. Isso sem ffalar nas poprtunidades que perco na vida por causa disso!
Bem, estou aqui falando sobre meu problema para que, outras pessoas que tenham o mesmo problema, se identifiquem e comentem, para me ajudar e para que eu os ajude no que for necessário e no que eu souber.
Para enserrar, coloco um trecho de uma música que me identifica. É do Engenheiros do Havai. É assim:
"eu me sinto um estrangeiro
passageiro de algum trem
que não passa por aqui
que não passa de ilusão".

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

COMO UMA DEUSA

Oi, pessoal. Tudo joia?
Hoje eu vim falar sobre algo que é uma opinião bem pessoal. É sobre o endeusamento da mulher, o empoderamento meio que excessivo, na minha opinião. Desculpem as migas que se acharem as melhores das melhores, as poderosas e deusas do universo,mas gente, vocês não acham demais não?
Tipo, algumas se acham as gostosas, com o perdão da palavra um tanto vulgar; outras, as mulheres maravilha, e outras, acha que são as duas coisas ao mesmo tempo. E muita gente reforça essa imagem. Daí surgem as músicas com o conteúdo "você tem inveja do meu poder, da minha beleza, blablabla".
Sinceramente, acho que passamos por dois extremos: um em que a mulher era mandada pelo marido, era desprovida de inteligência e futil, e outro em que somos totalmente o oposto. Ainda não alcançamos o meio termo.
Ou eu sou uma dessas invejosas e sem graça, porque não me acho nem poderosa física ou psicologicamente, ou as feministas ainda não conseguiram alcançar o ponto de equilibrio do que é ser mulher. Na minha opinião, ser mulher é ser alguém normal, sem qualquer estereótipo, como ser homem, totalmente comum.
E é claro que temos mulheres ecepcionais, assim como temos homens incríveis, mas não somos todas. Claro que todos nós temos características marcantes, mas que, definitivamente, não nos tornam as mulheres super poderosas.
Mais uma vez, me desculpe as meninas que se acham a mulher das mulheres, mas essa é minha humilde opinião. Não queiramos ser as deusas, até porque, querer ser perfeita por tanto tempo cansa, queiramos ser, simplesmente, mulheres.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Cinco anos depois...

Oi, pessoal, tudo bem? Hoje o post é comemorativo. Faz cinco anos que virei efetivamente, funcionária pública da Prefeitura Municipal de itaqui.
E daí,alguém vai dizer, qual a importância disso? Pra os outros eu não sei, mas pra mim, me faz lembrar o quanto as dificuldades nos ensinam a crescer e se tornar uma pessoa melhor.
Não gosto muito de fazer a deficientinha que superou dificuldades, e blabla, mas ecepcionalmente, vou fazer isso. A final, eu mereço me orgulhar de mim mesmo, só um pouquinho.
Tudo começou bem antes, em 2006, quando comecei um curso universitário do qual não gostava nenhum pouquinho, mas foi o que o Proune tinha pra oferecer, e como não nasci rica, não tive muita escolha. No meio do curso, mil problemas, inclusive uma síndrome do pânico que quase me fez largar tudo. Depois de formada, mais dois anos tentando se colocar no mercado, vendo portas se fecharem na cara pelo fato de eu ser deficiente. Para as pessoas, não importava se eu era ou não qualificada para o cargo, e olha que nunca parei de estudar, mesmo depois de formada; mas e daí, eu sou cega e por isso, não sirvo pra qualquer cargo, dá muito trabalho adaptar, blablabla. Até tomar a decisão de fazer concurso público; logo eu, que dizia que todo cego fazia concurso, era falta de opção.
Passei no concurso e quase não fui chamada, pelos mesmos motivos de sempre, "como vamos adaptar? O que ela vai fazer?", dentre outros questionamentos que foram feitos. E quando entrei, meio que botando o pé na porta, tinha que enfrentar as disconfianças veladas da chefia. E pior, aprender a trabalhar,, pois era meu primeiro emprego.
Dai vieram mais crises de pânico, minha mãe sempre me fazendo seguir em frente, e agora estou aqui, comemorando cinco anos de uma luta que começou bem antes.
E o que aprendi com tudo isso foi a ter maturidade, paciência e principalmente: aprendi a lidar com vários tipos de pessoas, sem nunca perder a calma. Aprendi a conhecer o ser humano também, e a cada ano que passa, aprendo cada vez mais.
Por isso que esses cinco anos são tão importantes para mim, por todo o aprendizado que ele me trouxe, pra eu me dar conta do quanto evoluí como pessoa, confiar cada vez mais no meu potencial, ainda que o mundo inteiro desconfie dele, dentre outros aprendizados, que o tempo me trará.
E agradeço muito também, a meus pais, que forçaram a fazer administração, pois sabiam que era o melhor pra mim naquele momento; a meus colegas, que me acolheram e me ajudaram no momento turbulento de novidades pelo qual passei; e principalmente a Deus, por colocar pessoas tão boas em meu caminho e por me fazer aprender muito com aquelas não tão boas assim. E que venham mais 5 anos!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

AMAR NÃO É PECADO!

Oi, pessoal, tudo bem?
Hoje vim falar sobre um episódio de Malhação, onde a menina, que é autista, pede um menino em namoro, ele diz que ela está confundindo tudo e é zoada pelos amigos dele. Claro, que como toda pessoa autista, ela foi direto ao ponto, não teve lá muito jeitinho.Mas, vendo o acontecido, me vi nela.
É claro que já me apaixonei, e é claro que, na maioria das vezes, foi por um vidente, uma vez que meu círculo social é composto por poucas pessoas com deficiência. E acabei contando pra pessoa errada, essa pessoa espalhou e eu virei o assunto do momento. Todo mundo achava bonitinho, amorzinho... enfim, fiquei na boca de matildes.
É claro também, que as pessoas não faziam por maudade, mas se elas soubessem o quanto traumatizam uma pessoa agindo dessa forma, nunca mais fariam isso. No meu caso, mais ainda, pois eu nunca quis ser o centro das atenções, já o era por ser a única cega da escola, não precisava de mais olofotes em mim.
Mas lembro como me senti, como se fosse hoje: me senti uma criança de 05 anos, que todo mundo mima. Melhor, me senti como um animal em exposição no zoológico, digna de pena. Pra mim, parece que todos pensavam: "aaah, tadinha dela, a gente sabe que ela é ceguinha e nunca vai arrumar ninguém que não seja cego, a final, seria um crime alguém se interessar por ela...".
Desde então, já tive outras paixonites, mas depois daquilo tudo, nunca mais me atrevi a falar pra ninguém, pra evitar aquele sentimento de peninha da pessoa de quem eu gosto e o sentimento de gorila em um zoológico, servindo de comentário para todo meu círculo social.
E pior do que isso, é quando a pessoa de quem você gosta diz: "você está confundindo tudo, só sou seu amigo". daí vem a certeza de que, por mais atraente e bonita, ou inteligente, que você seja, não se torna, por que você é a menina cega que todo mundo quer proteger, mas nem todos querem ter como companheira.
Estou desabafando isso para que não se repita com outras pessoas deficientes de seu círculo social. POR FAVOR, não aja como se um deficiente se apaixonar, seja digno de exposição pública, não o trate como idiota.
E quando dizemos que estamos apaixonados, não, não estamos confundindo coisa nenhuma. Só achamos que você não é tão preconceituoso quanto os demais e que seria diferente. Outra coisa, não nos apaixonamos por todos que nos tratam como gente normal, só pra variar. Então, nos apaixonamos pelos mesmos motivos dos demais, tá!


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Sentindo na pele

Bom dia, pessoal, tudo joia?
Hoje vim falar sobre algo que está mexendo um pouco com a minha estutura emocional, mas nada que não vá passar. Só preciso desabafar, e nem sei se vocês precisam ler.
De uns dias pra cá, tenho desistido de algumas coisas na minha vida. E não por comodismo, falta de vontade ou preguiça, como já escutei muito de pessoas que me conhecem bem, mas por causa das minhas dores e cansaço extremo. E por que cansaço extremo e dor? Seria bem legal se eu pelo menos soubesse, mas não sei. Aliás, nem eu sei e nem os médicos do Clinicas que me atendem há pelo menos 20 anos, e ainda por sima, tem uma pasta com meu histórico errado.
Desde pequena, não tive um desenvolvimento muscular normal, andando só a partir dos 03 anos. desde então, me submeto a vários exames, que chegam a duzentas conclusões diferentes, desde "você não tem nada, é falta de preparo físico" até "você nunca vai andar"..
Nunca tinha sofrido muito com isso, desde que eu não caminhasse longas distâncias, tava tudo certo. Agora, qualquer coisa que eu faça, qualquer tempo demais deitada, sentada ou parada, me cansa e provoca dores.
E por causa dessas dores, desisti de muitas coisas, como fazer uma viagem, estudar para concurso e outros compromissos.
Antes eu achava que algumas pessoas que ficavam deficientes, exageravam um pouco na depressão, se tornando até chatos; mas agora, sentindo na pele, não é exagero, pois é muito difícil ter que deixar coisas que você quer muito fazer, porque simplesmente, não consegue fazer.
Então, a partir de agora, não me comprometerei mais com nada, pois não vou mesmo conseguir cumprir na íntegra com os compromissos. E tabém porque não fazendo compromisso, também não me frustro.
Falei q o post ia ser chato; mas tava a fim de escrever, então, pra mim valeu como terapia.
PS: também é a última vez que passo aqui para reclamar, prometo. E isso sim, posso cumprir.

sábado, 29 de julho de 2017

EDUQUE SEU DRAGÃO

Oi, pessoal, tudo joia? Hoje vim falar de uma coisa que, devido à expansão da tecnologia, está se tornando cada vez mais frequente: a tal da sinceridade. Mas ser sincero é ruim?

Hoje todo mundo tem opinião sobre tudo, e faz questão de que ela seja ouvida ou lida. Eu mesma, uso esse blog para dar meus pitacos. Mas qual o problema?

O problema não está em opinar, mas em como se opina. As pessoas estão expondo suas opiniões sem perceberem o quanto isso vai magoar quem está à sua volta, totalmente sem escolher as palavras certas ou o momento certo; e isso tudo justifica-se dizendo: "falo mesmo, sou sincera".
e quando a pessoa se magoa, dizem: "as pessoas estão se melindrando por qualquer coisa", sem se pôr no lugar do outro e pensar: será que se alguém falasse dessa forma comigo eu também não ficaria magoado?
Outra situação é quando estamos precisando de um serviço. As pessoas acham que se alguém está sendo pago para te atender, também está sendo pago para aguentar seu mau humor, sua falta de educação e de respeito, sem pensar que quem está lhe atendendo é gente, que fica triste, que gosta de, só pra variar, ser tratada com respeito. Depois que comecei a trabalhar no atendimento ao público, entendo o que sofrem as pobres atendentes de telemarketing ou coisa parecida.
E xingar as pessoas pela internet ou falar suas opiniões de forma deseducada ou que faça com que o outro se magoe se tornou crônico nos grupos de whatsapp, facebooke de familiares e amigos ou coisas do gênero. Usam  a internet para falar tudo que pensam, destilar toda sua maudade, sem serem encarados frente a frente, E usam a mesma desculpinha barata de que as pessoas se melindram por pouco. Uma diquinha para os "sincerinhos" de plantão: antes de destilarem seu veneninho, pensem: se me falassem dessa forma, como eu me sentiria?
Então, continuem sendo sinceros, a sinceridade é sempre a melhor coisa do mundo; mas eduquem seu dragãozinho interior, ensine-o a se colocar no lugar do outro, a usar as palavras de forma construtiva, e não de forma agressiva. E se seu dragão insistir em ser deseducado ou simplesmente maléfico, mantenha seus dedos ou bocas calados, pois você pode ser pago com a mesma moeda; e acredite: quanto mais você insistir em não se colocar no lugar do outro, mais sozinho você acabará ficando, pois por mais que as pessoas sejam suas amigas e relevem por um tempo os maus tratos, um dia elas se cansam.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

VOLTEI PRA MIM

Oi, pessoal, tudo bem?
Hoje o post é analítico, não mau humorado, como os últimos. Parte do princípio de que voltei pra mim mesma. Vou me explicar.
Há um tempo atrás, fiz um post falando que quem não curte uns momentos de ócio é porque está fugindo de si mesmo, de sua essência, de se curtir e curtir aos demais que estão à sua volta. Pois bem, aquilo que eu mesma condenava, eu estava fazendo, ou seja, inventava mil coisas pra fazer, pra preencher meu tempo e me cansar, até ficar com um sono incontrolável, cair na cama e simplesmente desmaiar. Aliás, ou eu tinha uma insônia sem fim ou eu apagava de tal forma que, se o mundo acabasse, eu só me daria conta quando estivesse mortinha da silva.
Sempre me inspirei na minha mãe e irmã, mentes inquietas que sempre estão fazendo algo, aprendendo coisas novas. Só que ao fazer isso, eu fazia tudo, mas não me aprofundava em nada, não fazia nada direito.
Além disso, minha natureza não é a daquelas pessoas hiperativas, que conseguem fazer de tudo um pouco, e tudo muito bem feito; tenho sim uma mente curiosa, e busco sempre aprender coisas novas, mas sabe aquela história de "eu tenho que estar inspirada pra fazer isso"? É como eu sou. Preciso estar a fim de fazer algo, sem rotina, sem obrigação, quando me der vontade. Sou muito inconstante, e aquilo que quero hoje, se tornar-se rotina, não é mais o que eu quero.
Se isso é bom ou ruim?Não sei, só sei que é essa minha natureza e cansei de fugir de mim mesma, da minha inconstância, de minha vontade de, as vezes, ver um filme idiota na TV ou visitar alguém, ou dormir, por que não?
Não sou a pessoa mais inteligente ou aplicada da familia, muito menos a mais adulta e madura, mas sou eu, a inconstante, meio imatura e até carente. E não vou mudar pra agradar a ninguém, como antes eu fazia. Não que alguém me cobrasse, eu é que me cobrava demais.
Mas agora, vou ser feliz sendo quem eu sou: a pessoa que é inconstante, que vai morar o resto da vida em Itaqui, graças a Deus, a preguiçosa e a imatura carente.
Tá, tenho qualidades também, mas não vou ficar aqui dando uma de narcisista e dizendo que sou isso ou aquilo. Mas quer saber, gosto de ser eu mesma, com todas as minhas qualidades e defeitos, pois meus defeitos é que me diferenciam das demais pessoas desse planetinha em crise.

Bjs e boa semana.