terça-feira, 19 de julho de 2016

Somos a nossa aparência

Olá, galerinha, tudo joia?
Hoje  decidi escrever sobre uma coisa que venho penhsando ha muito tempo, mas não tive tempo nem inspiração suficientes para escrever, mas hoje, devido a alguns acontecimentos, a inspiração chegou. O assunto é que não somos o que realmente somos, se não nos parecermos com aquilo que queremos  ser. Explicarei agora o ponto de vista.
Uma pessoa que não é bonita, mas é simpática, simples, querida, aos olhos dos outros não é merecedora de um cara legal, de amizades bonitas e de classe. Porque, a final de contas, o que esse cara ffeio quer com essa mulher tão bonita? Ou "O que essa menina pobre, que se veste mal, quer andar com essas pessoas finas?". O mesmo se aplica a uma pessoa gordinha ou gorda mesmo que se casa com outra magra, ou como diriam as pessoas, num padrão de beleza superior.
E a pessoa com deficiência também sofre com essa predominância das características físicas em detrimento das pessoais. Ao olhar para um deficiente, ninguém se aproxima, ou se aproxima superficialmente, em um primeiro momento. Se a pessoa for mais reservada, nunca terá amigos, porque ninguém vai querer conhecê-la melhor; a final, como falamos eu e meus irmãos la em casa-- todos com deficiencia visual--, ninguém quer estar com uma pessoa "deformada".
E  também, olhando para o deficiente, todos o julgam limitados intelectualmente, impossibilitado de envolvimentos afetivos com pessoas sem deficiencia, pois são coitados que precisam de proteção, dentre outras coisas que passam pela cabeça das pessoas, que eu não sei e nem quero saber.
Antes isso não me incomodava tanto, agora, me enraivesse, me desanima, mas acima de tudo, me entristece sobremaneira.
E como fazer para mudar isso? Infelizmente, só impondo nossa presença na sociedade é que podemos tentar mudar a visão das pessoas quanto a nós, fisicamente diferentes. O problema é ter que provar o tempo todo que não somos apenas uma aparência desagradável ou defeituosa. Isso cansa e muito, mais do que vocês imaginam.
Portanto, antes de julgarem alguém por sua aparência ou deficiência, lembrem desse desabafo de alguém que já cansou de ser excluida, ainda que de forma velada, da vida em sociedade, profissional ou de qualquer forma de convivência interpessoal ou afetiva. E desculpem o mau humor.

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